O episódio de ontem de "Força Tarefa" começa numa belíssima e
tranquila festa, onde pessoas aparentemente bem sucedidas se divertem e
aproveitam ao máximo. Foco em um casal que sai da festa e pega o seu bom
carro para ir-se embora. Do nada, aparecem assaltantes mascarados que -
sorte a deles! - lhes arrancam do carro e fogem.
Mais sorte ainda - doce ilusão deles e dos espectadores --aparece
imediatamente uma viatura da polícia, que os recolhe da rua, assustados,
mas agora um tanto aliviados. Sentados no banco de trás, o casal começa
a estranhar o caminho um tanto ermo que os policiais fazem. 'Tem alguma
delegacia por aqui?", perguntam inocentemente.
Ao chegarem a um grande descampado, são forçados a descer e
literalmente 'depenados' pelos até então seus 'salvadores'. Entre outras
coisas, roubam o relógio Bulgari da mulher, avaliado em dez mil
dólares.
É esse o 'quadro' que o coronel Caetano (Milton Gonçalves) vai
entregar nas mãos do capitão Wilson (Murilo Benício) e sua equipe.
Enquanto se reúnem para saber do ocorrido e discutir estratégias,
recebem a informação de que mais dois casais foram assaltados por uma
viatura policial naquela mesma noite, naquela mesma região.
O capitão Wilson, acompanhado do sargento (ou seria 'sargenta',
agora que tem a 'presidenta'?!) Lidiane, resolve procurar o seu
'parceiro' Samuca (Nando Cunha), que tudo sabe e tudo viu, mas sobre
esse assalto ele parece não poder ajudá-los. "Bem, se você souber de um
relógio Bulgari roubado, avisa!", lhe pede Lidiane com ar sedutor. "Não
só aviso como compro ele pra você", responde Samuca todo garboso.
É quando a 'quadrilha da polícia' ataca novamente. Desta vez em uma
grande festa oferecida pelo Dr.Varela (Giacomo Pinotti) e sua esposa
Vivian (Mayana Moura). Aí então os 'bandidos uniformizados' fazem a
festa realmente. Conseguem recolher jóias e objetos pessoais no valor de
quase setecentos mil reais. Sem contar com o elegante vestido de
'altíssima' costura que Vivian envergava. E que vexatoriamente foi
obrigada a despir na frente de todos os seus convidados. Como se ainda
não bastasse, teve que ouvir calada o deboche do 'meliante': "vou levar,
ela vai gostar desse pano".
Acontece que o Dr. Varela é o médico particular do governador,
então o caso fica mais 'cabeludo', digamos. Para que tudo seja resolvido
o mais rápido possível é destacado o Major Alencar (Giulio Lopes), que
deixa bem claro ao coronel Caetano sobre a importância dos envolvidos.
Um paparazzo havia feito algumas fotos, mas os falsos policiais aparecem
apenas de costas. Entretanto o número da viatura em que estavam aparece
claramente.
Em meio a isso, o improvável acontece. O capitão Wilson percebe que
está sendo seguido no super mercado e surpreende o sujeito, que
confessa ser um detetive particular, contratado por sua mulher Jaqueline
(Fabíula Nascimento). Wilson volta para casa como um raio e, enquanto
discute o absurdo da situação, arruma as suas coisas e cai fora.
Os policiais que utilizavam a tal viatura identificada pela foto,
obviamente, não eram os 'bandidos'. A 'quadrilha' a teria pego
emprestada ou talvez 'clonado' a mesma. A equipe resolve então cercar o
'bufê' que servira a festa do Dr. Varela. Desta vez é o tenente Demétrio
(Eucir de Souza) quem o acompanha. No 'bufê', desconfiam da gerente e o
capitão pede ao tenente que fique por lá levantando alguns dados. Uma
bela jovem, assistente do local, oferece docinhos e é toda gentil com o
tenente Demétrio. Pois é no pulso dela que mais tarde ele vai descobrir o
Bulgari de dez mil dólares e desvendar todo o fio da meada.
Uma nova grande festa se inicia e lá vem a 'gang da polícia' fazer o
seu 'trabalho'. Entram e, quando vão dar voz de assalto, são
surpreendidos pelo capitão Wilson e sua equipe, que os esperavam numa
tocaia. Na saída, todo de black-tie alugado, o capitão Wilson aceita a
companhia do sargento Lidiane para a noitada.
Em tempo: descobre-se que a 'quadrilha' era formada por ex-policiais corruptos. Credo. Ainda bem que é ficção.
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