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Espionagem

postado em 05/02/2012 06:26 por contato@wilsonteixeira.com.br
Irã condena americano à morte por espionagem para a CIA
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 
09/01/2012 | 13h54 | Tribunal

O Tribunal Revolucionário do Irã condenou um americano, descendente de iranianos, à morte por espionagem para a CIA, a agência de Inteligência do Estados Unidos, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira pela agência de notícias iraniana Fars. Nesta segunda-feira, Teerã confirmou a notícia de que está enriquecendo urânio nas montanhas Fardow.

 

"Amir Mirza Hekmati foi condenado à morte por cooperar com o país hostil (Estados Unidos) e por fazer espionagem para a CIA", disse a agência, sem citar fontes.

Hekmati, de 28 anos, é acusado de ter recebido tratamento especial e ter servido os EUA em bases no Iraque e no Afeganistão como membro da marinha americana antes de ir para o Irã, onde trabalharia em uma missão de espionagem. Hekmati nasceu no Arizona, mas sua família é de origem iraniana. Seu pai, que mora em Michigan, disse que seu filho não é um espião da CIA e que ele estava apenas visitando os avós quando foi preso.

O Departamento de Estado americano exigiu a libertação de Hekmati, que apareceu em dezembro último confessando a ligação com a CIA em transmissão da TV iraniana. De acordo com a lei iraniana, o americano tem 20 dias para apelar contra a sentença. Além de ser condenado por espionagem, Hekmati foi sentenciado por tentar acusar o Irã de terrorismo.

O anúncio da sentença de morte do americano acontece apenas um dia após o jornal iraniano “Keyhan” afirmar que Teerã vai começar, em breve, a enriquecer urânio nas montanhas de Fordow, em local parecido com um bunker e, por isso, mais seguro contra ataques inimigos. Nesta manhã, o governo iraniano confirmou as atividades no local, mas disse que tudo está sendo “supervisionado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)”. As duas notícias foram vistas como mais um desafio do Irã em relação às sanções impostas por potências ocidentais que temem que o programa nuclear do país tenha fins militares. Nesta manhã, diplomatas em Viena confirmaram que o Irã já começou a trabalhar em Fordow.

Isolado, Ahmadinejad chega à América Latina

Em meio à troca de ameaças com os EUA, e cada vez mais pressionado por países europeus, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, começou no domingo uma visita de cinco dias pela América Latina, onde se encontrará com dirigentes aliados da região, como o venezuelano Hugo Chávez, o equatoriano Rafael Correa, o cubano Raúl Castro e o nicaraguense Daniel Ortega. O Brasil, com quem o governo de Ahmadinejad manteve um forte vínculo durante os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não está incluído no roteiro. O início da viagem por busca de apoio na região coincidiu com uma nova escalada das tensões entre Washington e Teerã acerca do estratégico Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial.

Da Agência O Globo


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