faleconosco
A profissão de DETETIVE PARTICULAR é regulamentada e foi sancionada pela Lei 13.432/17. Nesse sentido, além de atuar como investigador privado o profissional pode colaborar com a autoridade policial em casos oficiais.
saibamais

fiqueligado
Como termo policial, detetive é aquele que investiga fatos, suas circunstâncias e as pessoas neles envolvidas
saibamais

servicosDetetive Particular é o profissional responsável por detectar um fato, pilhar, investigar, desmascarar circunstâncias e pessoas nelas envolvidas.
saibamais

Uberlândia

Conheça a Historia de Uberlândia

http://www.wilsonteixeira.com.br/

Histórico de Uberlândia

A formação do município de Uberlândia nos remete ao processo de ocupação e colonização do Brasil, iniciado no século XVI perdurando até o século XX. Foi através de expedições de exploração, que partiam da Capitania de São Vicente, atual Estado de São Paulo, que grupos foram organizados e deslocavam-se a fim de explorar o interior desconhecido do Brasil. Eram as incursões bandeirantes.

Entre as modificações que essas incursões trouxeram para o território brasileiro está a ampliação dos limites territoriais. E com a descoberta de novas terras, a criação de povoados se tornou necessária para efetivamente ocupar e permitir que estruturas de crescimento local fossem construídas nos novos espaços.

Parte-se do pressuposto que, um local só cresce a partir do momento em que famílias fixas promovem relações sociais e econômicas localmente. A criação de estruturas que permitam essas relações, como a criação de Igrejas, de pequenas oficinas etc. é o que permite estabelecimento e o consequente crescimento. Após a consolidação dessas pequenas povoações ficou mais fácil que a incursão ao interior do Brasil prosseguisse, pois essas continuariam com o propósito de abastecimento.

As expedições de exploração de princípio do século XVII até o século XVIII já haviam descoberto a região das minas no sudeste brasileiro. Porém, como a região das minas era muito disputada, ocorreu a dispersão de alguns paulistas, dentre eles Bartolomeu Bueno da Silva ou Anhanguera I, em direção ao Planalto Central. Saiu de São Paulo em 1682, atravessou o Triângulo Mineiro rumo ao sul de Goiás e seguiu até o Araguaia, numa expedição da qual fazia parte seu filho do mesmo nome, com idade de 12 anos na época.

Em 1722, Anhanguera II organizou uma nova expedição e, buscando o caminho percorrido por seu pai (Anhanguera I), chegou ao Rio Grande, antigo Jeticaí. Ao atingir a margem oposta, alcançou as terras do Sertão da Farinha Podre, uma terra de domínio dos índios Caiapós. A região da Farinha Podre é o que conhecemos hoje por Triângulo Mineiro.

A trajetória de Anhanguera II nessa região o levou até o lugar onde mais tarde, em 1744, o Coronel Antônio Pires de Campos fundou a Aldeia de Santana (atual Indianópolis). A partir daí, costeando algumas picadas abertas, que reunidas formavam a “Estrada do Anhanguera”, prosseguiram até as terras de Goiás.

O que a História nos revela é que a efetiva ocupação de Uberlândia, bem como de todo o Triângulo Mineiro, só se deu a partir do século XIX, pois, anteriormente, a região era apenas ponto de passagem de grupos que tinham interesse em prosseguir rumo ao Planalto Central.

O Triângulo Mineiro pertenceu à Província de Goiás até 1816, quando passou para a Província de Minas Gerais. No intuito de colonizar as terras situadas na região, o governo de Minas iniciou uma campanha visando a efetiva ocupação do Sertão da Farinha Podre, através da concessão de Sesmarias para que dessa forma, a vinda de novos desbravadores e sua fixação fosse facilitada. Nessa época os índios Caiapós, primitivos habitantes do local, foram expulsos para fora da região.

Os interessados nos atrativos oferecidos, como a concessão de sesmarias, se deslocaram ao que hoje conhecemos por Uberlândia. João Pereira da Rocha foi um que, atraído pela possibilidade de ocupar áreas imensas e férteis, chegou ao local. João Pereira da Rocha, em 29 de junho de 1818 foi o primeiro, após o desbravamento da região pelos bandeirantes, a fixar-se ali, demarcando área próxima à Aldeia de Santana, aquela percorrida por Anhanguera II. No local, instalou a sede de sua sesmaria que denominou por Fazenda São Francisco, demarcou ainda outras fazendas e deu o nome de ribeirão São Pedro a um curso dágua encontrado.

A fundação da cidade está remetida à vinda de João Pereira e de outras famílias, como os Carrejo, que com o passar do tempo adquiriam novas terras e iam formando novas sedes.

Vindas de várias regiões do Brasil, famílias se fixaram aumentando o contingente de colonizadores e, para atender às necessidades imediatas desses, surgiram pequenos estabelecimentos, como oficinas, serrarias, olarias, engenhos de cana, teares e tendas de ferreiro.

Em 1835, Felisberto Alves Carrejo, na Fazenda da Tenda, fundava a primeira escola da região, sendo ele próprio, responsável pela alfabetização. Felisberto idealizava o início do povoado. Em 1846 adquiriu 10 alqueires de terras, da Fazenda do Salto, à margem direita do Ribeirão São Pedro e Córrego Cajubá. E no terreno que ficou conhecido como Pasto da Santa (hoje bairro Tabajaras), Felisberto projetou a construção de uma Capela.

Logo que se estabeleciam, era costume erigir uma capela em sinal da religiosidade que também acompanhava o crescente povoado. O local escolhido era uma vasto “capão” de mato e, em 1846, após autorização do bispado de Goiás, é iniciada sua construção. Passados sete anos, estava concluída a Capela que daria origem ao Arraial de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião da Barra de Uberabinha.

A área onde se construiu a capela de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião consolidou a formação do povoado em 1853. Ao seu redor funcionava primeiro cemitério local e em seu entorno, surgiram as primeiras casas do arraial de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião da Barra de São Pedro do Uberabinha, mais conhecido por São Pedro do Uberabinha.

Em 1861 foi reconstruída a Capela, passando a denominar-se Igreja Matriz de N. Senhora do Carmo.

Nas circunvizinhanças da Igreja têm início construções de habitações destinadas à residência e comércio. Sem que houvesse algum critério de urbanização, foram abertas ruas e logradouros públicos foram aparecendo, acompanhados do crescimento demográfico. Assim, motivados pelo crescimento, as lideranças políticas locais pleiteavam a emancipação do povoado de São Pedro de Uberabinha, o que foi concretizado através da Lei nº 4643 de 31 de agosto de 1888. Nesse ano, tornava-se Vila, em seguida Município de Uberabinha, constituído das freguesias de São Pedro do Uberabinha e Santa Maria.

Em 24 de maio de 1892, foi elevado à categoria de cidade, instalando-se a primeira Câmara Municipal e sendo o Agente Executivo, que corresponde hoje ao cargo de Prefeito , o Sr. Augusto César Ferreira e Souza. Em 1929, passa a ter a denominação de Uberlândia.

Fonte: Portal Online da Prefeitura Municipal de Uberlândia.

Portal Online do IBGE.

20 Comments

  1. Estima-se que perto de 5 000 pessoas atuem como detetives particulares na Grande São Paulo, em uma rotina que não tem nada a ver com a vida glamourosa dos grandes agentes de Hollywood. Em sua maioria, elas não têm escritório e trabalham como autônomas — sozinhas e sem equipe. Nesse cenário em que o amadorismo e a informalidade imperam, Daniele Martins é um ponto fora da curva.

    Paulistana da Zona Norte, com sorriso de adolescente e olhos verdes graças às lentes artificiais, a profissional de 31 anos atende cerca de cinquenta clientes por mês em seu escritório, na Avenida Angélica, em Higienópolis. Tem a fama de ser a mais eficiente do ramo na capital. Cobra 12 000 reais por quinze dias de investigação e raramente deixa de comprovar as suspeitas de quem a procurou. “Se a pessoa está tendo um caso, jamais fica duas semanas sem pular a cerca”, afirma.

    Segundo as contas da própria detetive, seu trabalho ajuda a provocar 300 separações por ano. Parece um número exagerado, mas faz sentido quando se olha de perto a estrutura da empresa. Atua ao lado de Daniele uma equipe de trinta arapongas. Recursos tecnológicos usados nas ações são cobrados à parte. Uma escuta clandestina dentro de um carro sai por 2 800 reais. Para que seja instalado no computador e no celular de alguém um software espião, que permite a leitura de mensagens de WhatsApp e Facebook, é preciso desembolsar 4 000 reais (informação útil: só vale para Android).

    Catarina, Daniele, Mayara e Maysa reunidas no México: óvulo de uma, gestação na barriga de outra
    Catarina, Daniele, Mayara e Maysa reunidas no México: óvulo de uma, gestação na barriga de outra (Arquivo Pessoal/Veja SP)

    Com essa tabela de preços e de serviços, a 007 dos divórcios fatura aproximadamente 200 000 reais por mês. Ela dá seu número de telefone particular a todos os clientes. Muitos querem um retorno do dia de investigação. “Atendo tarde da noite, sem problemas. Lido com gente traída e muito fragilizada.”

    Com mais de uma década de experiência no ramo, Daniele conta que, nos últimos tempos, o uso do celular é capaz de levantar as primeiras suspeitas. “Quem entra com o aparelho no banheiro e troca a senha toda hora quer esconder algo”, explica. Ela até hoje faz campana na rua, mesmo que seja em horário pouco convidativo. “Tem marido que sai de casa às 4 da manhã dizendo que vai tomar o primeiro voo para o Rio para uma reunião de trabalho”, afirma. “Mas, na verdade, ele vai passar o dia com a outra.”

    Certa vez, a detetive entrou pelo vão da garagem de um motel para registrar a placa do carro do alvo investigado. Em outra ocasião, em um drive-in, fotografou o veículo de um homem que estacionava em uma vaga e ficou à espreita na garagem ao lado, gravando com o celular os ruídos do casal vizinho, que resolveu namorar fora do automóvel. “Furiosa, a mulher do sujeito queria inserir esse áudio no processo de divórcio”, lembra.

    Daniele entrou no ramo aos 18 anos. Depois de trabalhar no departamento de eventos de um hotel, a convite de uma amiga visitou o Instituto Universal dos Detetives Particulares, na região da Praça da República. Decidiu na hora inscrever-se. A aluna dedicada foi contratada pelo professor Marco Aurélio de Souza, responsável pela escola. “Mesmo sem muita experiência, a Dani era uma das minhas melhores funcionárias”, conta ele, que é filho de detetives.

    Marco Aurélio de Souza: professor e o primeiro patrão
    Marco Aurélio de Souza: professor e o primeiro patrão (Ricardo D’angelo/Veja SP)

    Passados alguns anos, ela virou autônoma. Fez anúncios em jornais e revistas e não negava serviço. “Quando a demanda aumentou, abri um escritório em Santana”, diz. Como a clientela abonada se recusava a atravessar a cidade, decidiu mudar-se para Higienópolis há quatro anos.

    A profissional era bicampeã do Prêmio Magnífico na categoria de melhor detetive do Brasil, organizado pela jornalista Zildetti Montiel. Acaba de conquistar o tri, e receberá a homenagem neste domingo, 19, no bar Coconut Brasil, em Santa Cecília. Fabrício Dias, da concorrente Líder Detetives, debocha. “Esse negócio é uma farsa, não existe um júri técnico para avaliar quem merece vencer”, critica. Dani não dá importância ao comentário. “Já fui entrevistada por Pedro Bial e Luciana Gimenez”, orgulha-se.

    Há treze anos no mercado, estima ter colaborado para dar fim a 2 000 matrimônios. Esse número só não é maior porque muitos clientes perdoam a traição. “Tem rapaz que faz um escândalo ao ver a foto da mulher com outro homem. Uma semana depois, resolve dar uma segunda chance.”

    Ao contrário de seus clientes, a detetive tem uma vida conjugal tranquila: vive há cinco anos com a esteticista Mayara Nucci da Silva, de 28 anos. O casal mora na companhia de Maysa, 12, filha de um relacionamento anterior de Mayara, e de Catarina, 1. Após duas inseminações sem sucesso, Mayara gerou a caçula com o óvulo de Daniele e sêmen vindo da Alemanha. Quando a menina fez o primeiro aniversário, elas foram para o México para comemorar. “No fundo, todos queremos uma família estável”, afirma Dani.

  2. Sherlock Holmes existiu? – Inspirações, autor, e histórias do detetive
    Por mais que você nunca tenha lido um livro de Sherlock Holmes, provavelmente, você conhece o personagem. Mas, será que ele existiu de verdade?
    Por Emilly Krishna
    11/09/2019, 13h30
    Sherlock Holmes existiu? – Inspirações, autor, e histórias do detetive

    Como sabemos, o famoso detetive Sherlock Holmes têm muita credibilidade nesse mundo literário. Porém, ele deixa dúvidas. Tanto é que muitos perguntam se ele realmente existiu ou só foi uma personalidade fictícia.

    Na verdade, ele foi um dos personagens mais aclamados e respeitados nesse universo de criações. Esse personagem, aliás, conquistou o coração de milhões de leitores do mundo todo.

    E sim, basicamente, ele foi uma das criações literárias mais pesquisadas e investigadas na internet até hoje. Prova disso é que foi transformado e adaptado para o cinema, a televisão, livros e quadrinhos.

    Mas, afinal, porque as pessoas gostam tanto desse personagem? Basicamente, existe uma série de motivos, como você vai conferir ao longo desse posto. Contudo, essa atração e esse respeito que inúmeras pessoas têm por Sherlock Holmes se dá, em grande parte, por conta de sua personalidade enigmática, sua inteligencia e obsessão em decifrar mistérios.

    A história de Holmes, na verdade, se trata sobre a vida conturbada de um homem da ciência e da razão. Inclusive, sua parte emotiva quase nunca é enfatizada ao longo da sua jornada. Ele também pode ser definido como um personagem culto, perfeccionista, virtuoso no violino e ainda lutador de boxe.

    Sobretudo, o que mais chama a atenção sobre esse homem da ficção literária, é justamente o fato dele sempre decifrar aquele mistério sobre o qual ninguém imagina a solução.

    Criador de Sherlock Holmes
    Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

    • Sherlock Holmes existiu? – Inspirações, autor, e histórias do detetive
      Por mais que você nunca tenha lido um livro de Sherlock Holmes, provavelmente, você conhece o personagem. Mas, será que ele existiu de verdade?
      Por Emilly Krishna
      11/09/2019, 13h30
      Sherlock Holmes existiu? – Inspirações, autor, e histórias do detetive

      Como sabemos, o famoso detetive Sherlock Holmes têm muita credibilidade nesse mundo literário. Porém, ele deixa dúvidas. Tanto é que muitos perguntam se ele realmente existiu ou só foi uma personalidade fictícia.

      Na verdade, ele foi um dos personagens mais aclamados e respeitados nesse universo de criações. Esse personagem, aliás, conquistou o coração de milhões de leitores do mundo todo.

      E sim, basicamente, ele foi uma das criações literárias mais pesquisadas e investigadas na internet até hoje. Prova disso é que foi transformado e adaptado para o cinema, a televisão, livros e quadrinhos.

      Mas, afinal, porque as pessoas gostam tanto desse personagem? Basicamente, existe uma série de motivos, como você vai conferir ao longo desse posto. Contudo, essa atração e esse respeito que inúmeras pessoas têm por Sherlock Holmes se dá, em grande parte, por conta de sua personalidade enigmática, sua inteligencia e obsessão em decifrar mistérios.

      A história de Holmes, na verdade, se trata sobre a vida conturbada de um homem da ciência e da razão. Inclusive, sua parte emotiva quase nunca é enfatizada ao longo da sua jornada. Ele também pode ser definido como um personagem culto, perfeccionista, virtuoso no violino e ainda lutador de boxe.

      Sobretudo, o que mais chama a atenção sobre esse homem da ficção literária, é justamente o fato dele sempre decifrar aquele mistério sobre o qual ninguém imagina a solução.

      Criador de Sherlock Holmes
      Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

      • O criador de nosso detetive predileto foi o médico e escritor escocês Arthur Conan Doyle. Durante seus 71 anos de vida (que chegaram ao fim em 1930), ele deixou um imenso legado literário.

        E não estamos falando só de Sherlock Holmes. Na verdade, esse escritor deixou também uma coleção de ensaios, poemas e romances históricos. Porém, a história de Holmes foi a que mais lhe rendeu sucesso, com seus 56 contos divididos em 4 romances protagonizando o personagem.

        Contudo, o mais interessante de tudo é que, inúmeras vezes, esse escritor pensou em parar de escrever sobre esse personagem. Aliás, Doyle queria abandonar Sherlok Homes para poder se concentrar em outros gêneros. Contudo, a pressão das editores e o sucesso comercial fizeram com que ele continuasse com as histórias do detetive.

        Filmes cult – O que são e os 10 melhores de todos os tempos
        ×
        Sherlock Holmes realmente existiu?
        Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

        Afinal, Sherlock Holmes realmente existiu, ou ele só foi uma criação de Doyle?

        A priori, ele não existiu. Porém, Doyle, o criador do personage, se inspirou em uma pessoa real para criar o detetive da ficção. Inclusive, essa pessoa era o seu professor de medicina, Dr. Joseph Bell, da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

        Além de professor universitário, Joseph Bell servia também como cirurgião particular da Rainha Vitória. Além do mais, ele era também um poeta amador, e um grande amante da natureza, em específico das flores e dos jardins.

        Porém, o que deixava os alunos fascinados por ele não era sua habilidade de observar as coisas. Sua capacidade dedutiva era tão grande que ele conseguia dizer sobre os pensamentos e sentimentos de seus pacientes se baseando apenas em como eles se movimentavam.

        Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

        Assim sendo, você já deve ter ligado alguns pontos em comum entre Joseph Bell e Sherlock Holmes. Por exemplo, a inteligencia e a capacidade dedutiva. Além disso, eles também eram bem parecidos fisicamente: ambos são descritos com nariz e o queixo angulares, testa alta e um brilho astuto nos olhos.

        Além disso, tanto o homem quanto o personagem tinham um jeito enérgico de caminhar. Eles também gostavam de incentivar: enquanto o Dr. Bell incentivava seus alunos e Conan Doyle; Sherlock Holmes incentivava Dr. Watson, seu melhor amigo, a exercitar sua capacidade analítica.

        Homes nas telonas (e telinhas)
        Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

        Tanto nos livros quanto nos filmes, Holmes é sempre apresentado como alguém genial. Inclusive, é comum que os filmes o retratem como uma verdadeira máquina de dados no campo criminal.

        O mais interessante, contudo, é que tanto na obra litetária, quanto no cinema, a história enfatiza que Sherlock Holmes não só decifrava os crimes porque se tratava simplesmente de um agente muito bem preparado. Mas, também porque ele amava esse ramo de trabalho.

        Sobretudo, é importante ressaltar que Sherlock Holmes não está sozinho em suas missões, nem no cinema nem nos livros. Na verdade, ele tem sempre um acompanhante, o Doutor Watson, seu assessor e melhor amigo. Aliás, é sob a ótica do médico e ex-soldado Watson que a história do detetive é narrada.

        Watson ainda se torna uma espécie de aprendiz de detetive. E, a cada vez que ele consegue concluir um raciocínio ao gosto de Homes, ele é parabenizado pelo detetive. Uma das frases mais famosas da saga, aliás, é “elementar, meu caro Watson”, exatamente devido a essa relação de tutor-aprendiz.

        Adaptações da história
        Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

        Primeiramente, nas telas de cinema, Sherlock Holmes foi imortalizado na pele de Basil Rathbone. Ele chegou a interpretar o personagem em pelo menos 14 produções da Fox e na Universal, de 1939 a 1946.

        Agora, na Tv, o personagem foi vivido pelo inglês Jeremy Brett ao longo de 10 anos. Ao todo, foram quatro temporadas criadas para os britânicos.

        Além dessas, você também encontra inspirações do personagem no filme Visões de Sherlock Holmes, o qual o criminalista faz terapia com o próprio Sigmund Freud. E também no Enigma da Pirâmide, de Spielberg, o qual cria um suposto contato entre Sherlock e Watson quando ainda eram dois colegiais.

        7 livros com participações especiais de Sherlock Holmes
        1- O Xangô de Baker Street, por Jô Soares
        Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

        A priori, esse livro é um clássico brasileiro, escrito pelo apresentador, escritor e ator Jô Soares. Sobretudo, nesse livro, Holmes é convidado pelo imperador D. Pedro II para visitar o Brasil. Porém, essa visita era justamente para Holmes decifrar um mistério e um crime.

        Inclusive, tudo começa quando o violino Stradivarius – dado pela atriz francesa Sarah Bernhardt à baronesa Maria Luíza – desaparece. Ao mesmo tempo, uma prostituta é brutalmente assassinada, e encontrada pela polícia com as orelhas decepadas e uma corda do instrumento sobre o corpo.

        Portanto, o livro é baseado nesse complexo caso, e principalmente, em como o detetive conseguirá solucioná-lo. Além do mais, existem partes também engraçadas, como por exemplo, os episódios em que o detetive sofre com o calor tropical, e com problemas intestinais causados por feijoadas e vatapás.

        2- Uma Solução Sete por Cento, por Nicholas Meyer
        Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

        A priori, o título desse livro tem como referência, o livro O Signo dos Quatro, que é um dos romances de Doyle. Além dessa referência, esse livro também começa e termina com Holmes injetando uma solução de cocaína na concentração de 7%. (Sim, o detive também tinha seus vícios na história original e era instruído por Watson a abandoná-los.)

        Assim sendo, esse livro, o qual é narrado por Dr. Watson, conta a história de quando Holmes foi para Áustria procurar ajuda de um famoso psicólogo, com que faria reabilitação para se livrar do vício na droga. Porém, uma das emoções da história é que esse psiquiatra se trata, nada menos, de Sigmund Freud, o pai da psicanálise.

        Sobretudo, a viagem de Holmes não se resumiu somente no encontro com o psicanalista. Na verdade, essa viagem também rendeu um caso, o qual atrasou a eclosão da Primeira Guerra Mundial. E, claro, Holmes decifrou e solucionou esse suposto crime.

        3- Sherlock Holmes vs. Dracula, por Loren D. Estleman
        Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

        A priori, Estleman, o autor desse livro e também jornalista, escreveu três histórias sobre o detetive. A principal delas, aliás, trata sobre o ano de 1979, e fala sobre a morte do capitão de um navio. No enredo, o homem é encontrado em um porto da Inglaterra, e seu corpo tem todo o sangue drenado.

        O livro ainda conta com participações ilustres de outros personagens da ficção, como por exemplo o Conde Drácula. Ele, inclusive, é o principal responsável pela morte do capitão do navio. Outro personagem importante é o caçador de monstros Van Helsing.

        4- Novas Aventuras Científicas de Sherlock Holmes, por Colin Bruce
        Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

        Primeiramente, esse livro, assim como o próprio nome diz, é voltado para o meio científico. Inclusive, o autor consegue harmonizar conceitos da probabilidade, da estatística e da teoria dos jogos com as aventures e soluções de Holmes. Além do mais, esses casos envolvem empresários, jogadores e vigaristas.

        5- The Mammoth Book of New Sherlock Holmes Adventures, por Vários Autores
        Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

        A priori, vale destacar que esse livro não possui edição em português. Porém, traduzindo o seu título, ele se chama O Grande Livro de Novas Aventuras de Sherlock Homes.

        Assim sendo, esse livro foi produzido por Stephen Baxter, H. R. F. Keating, Michael Moorcock, Amy Myers e outros escritores de romances policiais e ficção científica.

        Basicamente, ele foi feito para salvar a abstinência dos fãs de Holmes. Portanto, ele é um compilado de histórias inéditas. Portanto, esse livro é perfeito para quem já zerou as 60 narrativas deixadas por Sir Arthur Conan Doyle.

        6- Sherlock Holmes: Biografia não autorizada, por Nick Renninson
        Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

        Após tantos livros de aventuras e loucuras, esse livro, publicado em 2006, trata sobre a biografia de Holmes. Assim sendo, o autor procurou misturar episódios reais da história da Inglaterra com os incontáveis casos solucionados pelo detetive.

        7- Sherlock Holmes no Japão, por Vasudev Murphy
        Sherlock Holmes- Quem é esse detetive com tanto poder enigmático?

        Esse livro, de modo geral, fez uma boa ambientação da vida nos países asiáticos no século 19. Contudo, desagradou alguns leitores mais conservadores. Até porque, para eles, o autor distorceu muitos elementos das histórias originais.

        Sobretudo, esse livro conta a história de quando Holmes foi enviado para a terra do sol nascente. Segundo a história, o plano era conter o maligno professor Moriarty, o qual tinha planos de dominar o mundo.

        O que achou da nossa matéria?

        • Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe | Filme com Edward Norton e Bruce Willis ganha primeiro trailer
          A estreia está prevista para 21 de novembro

          Modo noturno
          22 de agosto de 2019 às 17h23

          Foi lançado nesta quinta-feira (22), o trailer de Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe (Motherless Brooklyn), adaptação de Edward Norton para a obra homônima de Jonathan Lethem.

          Para os fãs da banda Radiohead, o filme traz uma nova música do vocalista Thom Yorke, a “Daily Battles”.

          A história do filme acompanha o detetive particular Lionel Essrog (Norton), que sofre com Síndrome de Tourette – é um distúrbio neuropsiquiátrico caracterizado por tiques –, enquanto ele tenta resolver o assassinato de seu mentor e único amigo, Frank Minna, interpretado por Bruce Willis.

          Nesse percurso, Lionel vai ter que lidar com todo o tipo de bandidos, corruptos e até o homem mais perigoso da cidade.

          Motherless Brooklyn, filme de Edward Norton, encerrará o New York Film Festival 2019
          Edward Norton alfineta filmes da Marvel em especial
          Edward Norton escreveu, produziu e dirigiu –além de atuar – neste thriller noir, ambientado na Nova Iorque da década de 1950. Norton percebeu que o livro teria potencial cinematográfico, além de um personagem principal de personalidade, porém o narrativa original se passa nos tempos atuais, então ele adaptou tudo para os mais de 50 anos antes, pois achava que faria muito mais sentido.

          Alec Baldwin, Willem Dafoe, Gugu Mbatha-Raw e Leslie Mann fazem também parte do elenco.

          Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe estreia no dia 21 de novembro no Brasil.

          • Richard Diamond, detetive particular
            0.005AUTOR: BLAKE EDWARDS NARRADOR: DICK POWELL, VIRGÍNIA GREGG
            DISPONÍVEL PARA OUVIR.
            Richard Diamond, Detetive Particular é um drama de detetive que estava no rádio de 1949 a 1953 e na televisão de 1957 a 1960. Dick Powell estrelou na série de rádio Richard Diamond, Detetive Particular, como um detetive de coração leve que muitas vezes terminava os episódios cantando para sua namorada, Helen (interpretada por Virginia Gregg). Começou a ser exibida na NBC em 24 de abril de 1949, contratou a Rexall como patrocinadora em 5 de abril de 1950 e continuou até 6 de dezembro de 1950. Os shows foram escritos por Blake Edwards. Seu tema, “Deixa amar”, foi assobiado por Powell no início de cada episódio. Com os cigarros Camel como patrocinador, mudou-se para a ABC de 5 de janeiro de 1951 a 29 de junho de 1951, com Rexall retornando para uma corrida de 5 de outubro de 1951 a 27 de junho de 1952. Substituindo Amos ‘n’ Andy, foi ao

  3. Sinopse:
    Kim Kyung Soon, nascida no Brasil, com apenas 19 anos, é dona de uma beleza intrigante. Seus pais são coreanos e por tal motivo, a garota herdou traços asiáticos e desde bem cedo, aprendeu a língua coreana, já que foi obrigada por seu pai, esse que sempre dizia que Kyung herdaria os negócios da família na Coreia do Sul.

    Assim como desejado, quando Kyung completou seus 16 anos, seus pais resolveram que já estava na hora de voltarem ao seu país natal, mas é óbvio que eles pagariam um alto preço, já que a família Kim escondia muitos segredos.

  4. Quando fotos de casos de infidelidade envolvendo celebridades ocupam os tabloides, a Internet vai à loucura. No entanto, para um detetive particular, registrar uma traição em vídeo, é parte de um dia normal de trabalho.

    Diferentemente das celebridades, que conseguem pagar hotéis caríssimos e investem pesado para manter um certo grau de discrição, pessoas comuns precisam ser mais criativas nas tentativas de esconder seus casos extraconjugais, e levar a invitáveis histórias picantes.

    Depois de anos trabalhando neste mercado, quais incidentes se destacam entre as lembranças de quem já viu de tudo? Whitney Joy Smith, presidente da empresa de investigação canadense Smith Investigation Agency, compartilhou os sete casos extraconjugais mais incríveis que sua equipe já desmascarou:

    “Um marido disse à mulher que havia feito novos amigos. A justificativa dele era de que todos iam juntos à academia porque queriam entrar em forma, mas o corpo dele não mudou nada. Então, a mulher entrou em contato conosco e nós passamos a monitorá-lo, mas era muito difícil segui-lo. Ele estava sempre suspeitando de algo, pegava caminhos alternativos, fazia curvas abruptas, e assim por diante.
    Entretanto, percebemos uma coisa: a vizinha sempre saía de casa na mesma hora que o sujeito. Quando perguntamos à cliente se ela já havia notado algum tipo de clima entre eles, ela disse que sim. Então, decidimos seguir a mulher em vez do homem. Ela também dirigia de forma evasiva, mas nós fomos preparados, com três detetives ao mesmo tempo. Depois de perdê-la por um breve momento, encontramos o carro dela em uma área industrial, atrás de um portão, em um prédio que estava fechado à noite.

    Crédito da imagem: Giphy
    Mais
    Momentos mais tarde, o carro do sujeito chegou ao mesmo estacionamento. Eu peguei a cliente no meu carro e fomos até o local. Nós nunca trazemos clientes conosco – aquela foi a primeira e a última vez, porque ela provavelmente apareceria de uma forma ou de outra, quando ouvisse onde eles estavam. Levá-la no meu carro fez com que a situação fosse mais segura para todos.

    Quando estávamos nos aproximando, ela literalmente pulou do meu carro e foi até o dele. Ela abriu a porta traseira e o viu com a calça abaixada e a mulher nua. Ela estava pulando, gritando, tentando bater na vizinha, mas o homem estava entre as duas. Ele bloqueou o caminho para que a vizinha pudesse chegar ao seu carro, e nós movemos o nosso para que ela pudesse ir embora em segurança.

    O casal continuou junto. Acho que eles tentaram fazer as coisas funcionarem e ele parou de sair com a vizinha. Meses depois, ela entrou em contato e queria que nós grampeássemos o telefone dele para saber se ele e a vizinha ainda conversavam, mas não aceitamos o serviço”.

    “Um homem queria que seguíssemos a sua esposa, que disse que ia viajar para uma ilha tropical com amigas. Ela contou uma história elaborada sobre todas as coisas que elas estavam planejando – era como uma espécie de despedida de solteira com 7 a 10 mulheres. O cliente conhecia o marido de uma das mulheres, e disse a ele, ‘Puxa, elas devem se divertir na viagem’, mas o homem não tinha a mínima ideia do que ele estava falando.
    Nós a seguimos até a ilha, e a mulher estava parcialmente falando a verdade, se considerarmos que uma amiga esteve no local durante três dos 14 dias de viagem. Enquanto nosso investigador estava no saguão esperando que a amiga fosse embora em um táxi, vimos as duas se despedindo. A esposa voltou ao saguão e um dos funcionários do hotel caminhou até ela, a pegou no colo, e eles começaram a se beijar.

    Crédito da imagem: Giphy
    Mais
    Eles estavam muito confortáveis um com o outro, cheios de beijos e abraços – não parecia ser a primeira vez que ficavam juntos. Eles passaram a semana seguinte em um hotel próximo, curtindo a vida, pegando sol e se beijando na piscina. O tempo todo a esposa enviava fotos dela com a amiga ao marido, sempre usando biquínis diferentes, para tentar disfarçar, mas eu estava enviando as fotos verdadeiras com o funcionário do hotel.

    Depois que reunimos todas as informações e as enviamos ao cliente, ele analisou fotos antigas de outras vezes em que ela havia se hospedado naquele hotel e concluiu que eles devem ter se conhecido em uma daquelas viagens. Ele ficou chateado a princípio, mas teve um tempo para pensar e avaliar a situação. Eu acho que ele sabia, mas queria ter certeza de que estava certo”.

    “Um casal havia acabado de ter um bebê, semanas antes. O bebê estava chorando muito, e a desculpa do homem era de que ele precisava clarear a mente. A princípio, a mulher não pensou muito sobre isso, mas depois de um tempo começou a falar ‘O que você está fazendo? Você precisa me ajudar’. E ele disse que simplesmente precisava sair. Foi aí que ela nos contratou.
    Normalmente demoramos alguns dias para descobrir o que está acontecendo, mas na primeira vez em que o seguimos, fomos até uma movimentada Universidade, em Toronto. O sujeito buscou uma jovem universitária – ele tinha por volta de trinta e tantos anos, e ela provavelmente tinha entre 18 e 22 anos. Eles foram jantar em um restaurante onde se beijaram e ficaram de mãos dadas o tempo todo. Depois do jantar eles foram para o carro e, sem nenhum tipo de proteção nos vidros, começaram a se beijar de forma mais intensa.

  5. Léo Forte fala de suas histórias policiais favoritas. Ingredientes: criminosos perversos, detetives durões e mulheres sensuais e perigosas.

    Sabe como surgiram os livros policiais e as histórias clássicas de detetives, aquelas que todo mundo reconhece como “literatura noir”?

    Pois então, esse tipo de história nasce nos Estados Unidos, pouco depois da Primeira Grande Guerra, quando revistas pulp, como eram chamadas as publicações baratas e sensacionalistas, impressas em papel amarelado, começaram a dar chance para autores que quisessem publicar histórias violentas, mas cheias de humor, que escondiam, sob tramas aparentemente despretensiosas, críticas contundentes à sociedade americana.

    Nelas estavam os principais elementos da literatura noir: tramas repletas de crimes, tipos durões de raciocínio rápido, ação alucinante, autoridades corruptas, mulheres belas e traiçoeiras. Os personagens são marcantes, trágicos, às vezes divertidos, deprimidos ou conformados. Pessoas que conseguem sobreviver à violência urbana e ao destino sombrio das grandes metrópoles.

    Escritas em uma linguagem simples e direta, tirada das ruas, das mesas de bar, prisões e delegacias, as histórias conseguiram ao mesmo tempo sucesso popular e da crítica que nos fins dos anos 20 batizou este estilo de hard-boiled.

    Esse tipo de ficção urbana, amoral, violenta, repleta de personagens novos na literatura, estimulou outros escritores igualmente talentosos a manterem este estilo que acabou rendendo clássicos do cinema como Falcão Maltês, Relíquia Macabra, Pacto de Sangue e O Destino Bate à Sua Porta, consagrando os atores Humphrey Bogart e John Garfield.

    Fiz uma lista dos meus favoritos. Veja se você concorda comigo:

    DASHIELL HAMMETT (05/1894 – 01/1961)
    Abandonou a escola com quatorze anos e trabalhou como mensageiro, entregador de jornal, escriturário, apontador de mão-de-obra e estivador, entre outros empregos. Aos 20 anos, foi trabalhar na Agência Pinkerton como detetive onde ficou até 1922 quando demitiu-se para se dedicar à literatura. Suas histórias começaram a ser publicadas em revistas baratas e populares como Black Mask e Smart Set. Imediatamente chamou a atenção do público e da crítica e foi reconhecido como um grande escritor, criador do romance policial moderno. Hammett, apontado como o precursor da literatura noir, foi responsável por tirar o gênero do marasmo de crimes cometidos em mansões por mordomos assassinos que já durava décadas, além de cunhar o protótipo do detetive durão que viria a marcar a literatura do século 20.

    Entre seus personagens mais marcantes estão o famoso investigador da agência Continental OP, um “durão” que nunca é chamado pelo nome e Sam Spade com imagem associada a Humphrey Bogard, pela sua atuação no filme Falcão Maltês.

    Depois de Hammett, a investigação criminal mudou. Através dos personagens San Spade e Continental Op os leitores “viviam” a investigação, descobriam os motivos de um crime e seus assassinos, numa época em que não se liam detalhes sórdidos sobre a violência, sangue, tiros certeiros e facadas passionais nas páginas dos jornais nem nas telas da TV.

    Não deixe de ler:

    Tiros na noite Vols. 1 e 2
    20 histórias de Hammett que permaneceram fora das livrarias nos quarenta anos após a morte do autor. São contos ambientados em um mundo corrupto onde o crime organizado é rei e em que o ganho desonesto e as paixões violentas regem as vidas humanas. Este primeiro volume é dominado pela figura de Continental Op, o durão e taciturno detetive particular de São Francisco, sempre cercado por vítimas, traidores e cadáveres e dono de uma habilidade única para chegar à verdade das coisas.

    O Falcão Maltês
    O enredo do romance policial mais famoso do século 20 gira em torno de uma relíquia medieval valiosíssima – a estatueta de um falcão – que é levada em sigilo desde o Oriente até a cidade de São Francisco, na Califórnia. Em seu rastro seguem aventureiros gananciosos que fazem de tudo para possuí-la. O detetive Sam Spade, imune a ilusões sentimentais, habituado a lidar com gangsters e policiais corruptos, entra nessa batalha.

    RAYMOND CHANDLER (07/1888 – 03/1959)
    Depois do divórcio dos pais, em 1896, foi morar com a mãe em Londres. Criado na Inglaterra, continuou sendo cidadão americano e voltou para os EUA em 1912 . Tentou ser jornalista, empresário, detetive e até executivo de uma companhia de petróleo. Desenvolveu o gosto pela literatura e devorou livros durante a vida inteira. Nos anos 30 publicou histórias policiais na Black Mask Magazine. Em 1939 publicou , seu primeiro romance, The Big Sleep, apresentando o detetive Philip Marlowe, herói de mais seis romances (Adeus Minha Adorada, 1940, Janela para a Morte, 1942, A Dama do Lago, 1943, A Irmãzinha, 1949, O Longo Adeus, 1953 e Playback, 1958).

    Philip Marlowe ,assim como o Sam Spade de Hammet, são críticos em relação às estruturas sociais ao seu redor e suas ações se dão num ambiente inserido na marginalidade. Homens de ação, com uma percepção que provém de seus conhecimentos práticos sobre o comportamento dos seres humanos. Assim, são próximos dos tipos marginais com que lidam. Suas personalidades se caracterizam pelo sarcasmo, pela violência e pela desilusão.

    Chandler escreveu roteiros para Hollywood e teve todos os seus livros adaptados para o cinema, em filmes nos quais trabalharam grandes astros e estrelas de Hollywood, como Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Robert Mitchum, Charlotte Rampling, James Stewart, Robert Montgomery, James Gardner, Elliot Gould, entre muitos outros. Tornou-se alcoólatra após a morte de sua mulher em 1956, e morreu em Los Angeles consagrado como um dos maiores escritores americanos de todos os tempos.

    Não deixe de ler

    A simples arte de matar – vol. 1
    Este livro contém todos os ingredientes que o consagraram como o mestre da literatura policial noir: assassinos, policiais corruptos, homens duros de coração mole, solitários, perdedores esmagados pela cidade grande e instituições injustas. São quatro contos e um ensaio sobre seu personagem Philip Marlowe.

    O Longo Adeus
    Mais que um policial, este livro é um apanhado de observações sobre a sociedade americana, com uma grande trama ao fundo. O personagem principal, detetive particular Philip Marlowe, é um “sir Galahad”, que percorre desde a high society até os becos mais imundos com uma fé inabalável no seu dever de agir corretamente, mesmo sabendo que neste mundo tem de se jogar duro.

    ROSS MACDONALD (12/1915 – 07/1983)
    Cresceu no Canadá e voltou aos Estados Unidos em 1938. Como grande parte dos escritores norte-americanos da época, iniciou a carreira literária publicando contos em revistas. Enquanto estudava na Universidade de Michigan concluiu seu primeiro romance, The Dark Tunnel, publicado em 1944, sob o pseudônimo de John Macdonald até que chegou ao pseudônimo definitivo de Ross Macdonald. No início da década de 50, Macdonald radicou-se na Califórnia, estabelecendo-se pelos próximos trinta anos em Santa Barbara, onde se passa a maior parte de seus romances – ainda que neles a cidade chame-se Santa Teresa.

    Seu personagem Lew Archer, detetive particular durão, herdeiro da tradição de Chandler e Hammett, apareceu pela primeira vez em 49, no romance The Moving Target (O alvo móvel), adaptado às telas do cinema em Harper de 66, estrelado por Paul Newman. O nome Lew Archer seria uma homenagem a Dashiell Hammett, cujo personagem, Sam Spade, tem como parceiro Miles Archer.

    O autor se tornou célebre devido às histórias protagonizadas por Archer, 18 romances e vários contos. Foi o “caçula” da geração que revolucionou a literatura policial, elevando-a de pulp fiction a grande arte. Firmou-se como um dos grandes escritores norte-americanos do século 20 e seus romances foram elogiados pela crítica e pelo público.

    Não deixe de ler

    Dinheiro Sujo
    Nessa aventura, Archer é contratado por um milionário glutão que quer reconquistar sua ex-noiva, agora sob o fascínio de um suposto exilado político. Cabe ao detetive desmascarar o exilado para que seu cliente possa alertá-la sobre os perigos implícitos na ligação com tal mentiroso. Mas o que acontecerá se a verdade não for exatamente a que ele espera?

    A Piscina Mortal
    Inicia à maneira das clássicas histórias do gênero: uma mulher misteriosa e elegante contrata os serviços de Archer, para tentar descobrir quem enviou ao seu marido cartas que a acusam de adultério. Este é o primeiro passo que levará Archer para dentro de uma família problemática e não demorará até que o cadáver da milionária matriarca apareça boiando na piscina.

    DAVID GOODIZ (1917-1967)
    Queria ser um dos grandes da literatura norte-americana. Acabou se tornando um dos grandes da literatura policial norte-americana. O motivo é simples: precisava comer. Não podia se dar o luxo de ser artístico sem dinheiro no bolso e, consequentemente, com a barriga vazia.

    Nascido na Filadélfia, fez de sua terra natal o palco pestilento e cruel a abrigar vidas infelizes, vencidas e desencantadas. Melancolia, apatia, desespero, solidão e violência são os únicos sentimentos que elas entendem e cultuam. Seu realismo, repleto de brutalidade, não comporta esperança nem finais felizes e, para retratá-lo com fidelidade, Goodis emprega uma linguagem ao mesmo tempo áspera e poética, densa e árida, com frases curtas e estranhas imagens como “a lua, bela e limpa, refletida na poça de uma sarjeta infecta”.

    Goodis é daqueles autores que não te deixam em paz até que você se liberte por completo dele e para isso, é preciso chegar à última linha do livro. Seus personagens têm uma força diferente, personalidades mais rijas, pessoas intransponíveis, ainda que façam parte da ala dos vencidos, dos fracos. Mesmo não sendo culpadas, estão quase sempre em fuga, seja do passado ou do presente, e o melhor paliativo que encontram é a bebida. Os livros de Goodis são altamente alcoólicos, o uísque verte das páginas como uma fonte de água mineral.

    As tramas de Goodis também não seguem a cartilha de autores clássicos do romance policial. A trama, em seus livros, é importante, claro, há sempre aquele suspense pairando no ar, mas não é nunca um quebra-cabeça. A trama está sempre a serviço do personagem, nunca o contrário.

    Seu primeiro romance, Retreat from Oblivion, foi publicado em 1938, quando tinha apenas 21 anos. Ele ganhou certa notoriedade em 1946, com a publicação de Dark Passage, que foi levado às telas de cinema sob o mesmo nome (o filme foi lançado no Brasil como Prisioneiro do Passado), estrelado por Humphrey Bogart e Lauren Bacall. Goodis trabalhou como roteirista para a Warner Brothers, como era comum entre escritores da época.

    Escreveu dezenove livros. Apenas quatro foram publicados por aqui (Atire no pianista, A lua na sarjeta, A garota de Cassidy e Sexta-feira negra), todos verdadeiras obras-primas. Em um país em que Bukowski se deu tão bem, os beberrões malditos de Goodis certamente mereciam melhor sorte.

    François Truffaut filmou Atire no pianista, estrelado por Charles Aznavour. O sucesso do filme foi de tal ordem que o livro mudou de nome: era Down There e tornou-se Shoot the piano player. Além desse, também fizeram sucesso no cinema: Lua na Sarjeta (La lune dans le caniveau) de Jean-Jacques Beinex, com Gerard Depardieu e Nastassja Kinski, e o já citado Dark Passage, que por sinal, foi objeto de uma disputa judicial que se arrastou até após a morte de Goodis. Ele acusou a United Artists e a rede de TV ABC de terem se apropriado da ideia do livro para criar o célebre seriado e o filme O Fugitivo. Em decisão histórica para o direito à propriedade intelectual, a Suprema Corte dos Estados Unidos deu ganho de causa a Goodis.

    Morreu em decorrência de ferimentos recebidos em uma briga de rua, aos 49 anos. Exatamente como os brigões e arruaceiros que engrossam o caldo de sua literatura.

    Bem, meus amigos, estou com os quatro livros (Atire no Pianista, A Lua na Sarjeta, Garota de Cassidy, Sexta-Feira Negra) aqui na minha frente e não consigo decidir qual recomendar. Então peguem qualquer um deles, todos são ótimos e as características estão no que foi dito acima. Tenho certeza que depois de lerem um, vocês sairão atrás dos outros. Eu fiz isso, comecei por Atire no Pianista.

    Até nosso próximo encontro e bom divertimento com os escritores hard-boiled. Como sempre, se vocês quiserem fazer algum comentário ou sugestão podem escrever para leoforte19@outlook.com

    _______________________________________________________________________________________

    Leonardo Forte (Léo), 73 anos, economista, publicitário aposentado, casado, dois filhos e uma neta. Apaixonado por cinema, literatura e música, escreve contos e promove encontros para ensino de jazz.

  6. Por Raquel Sodré e Otavio Cohen

    Law and Order, Psych, Monk, Sherlock, Cold Case, CSI (de todas as cidades dos Estados Unidos, inclusive Nova Iguaçu), Criminal Minds, NCIS, Bones são, para citar apenas as que eu lembrei sem pensar muito, séries de super sucesso. O que elas têm em comum? Sim, todas são histórias de detetives. Esse assunto nos fascina desde que Edgar Allan Poe escreveu a história de C. Auguste Dupin, no século 19. Mas o trabalho dos detetives é fascinante também na vida real. Aliás, às vezes é até mais inacreditável do que as histórias que saem dos livros, filmes, séries, quadrinhos e games. Aqui, nesta SUPERLISTA, vamos apresentar algumas histórias reais que poderiam virar série de televisão a qualquer hora.

    1. Eugène François Vidocq

    vidoqz

    Na virada do século 18 para o 19, essa coisa de ter uma pessoa da polícia especializada em investigar casos difíceis e mirabolantes não estava muito na moda. Ainda. Na França, tinha um sujeito chamado Eugène François Vidocq, que era amigo de gente como Victor Hugo, Honoré de Balzac e Alexandre Dumas (o pai). Aventureiro por natureza, Vidocq sempre se metia em problemas com a polícia. Certa vez, depois de abandonar o posto no exército em plena guerra da França contra a Áustria, ele foi abordado por policiais. Como era desertor e não tinha documentos, ele inventou um nome e uma nova biografia. E ficou um ano fingindo que era outra pessoa – inclusive quase se casou com uma viúva rica. Nos anos seguintes, aplicou vários golpes, foi preso, saiu da cadeia, assumiu várias outras identidades. Em suas passagens pelas mãos do estado, servia como informante e ajudava a prender outros criminosos piores. Até que a polícia percebeu que as habilidades do cara poderiam ser úteis em investigações complicadas. Em 1811, ele já era oficialmente um investigador – provavelmente o primeiro da história. Aos poucos, sua equipe foi crescendo até virar um escritório dedicado a crimes complexos – provavelmente o primeiro da história. É verdade que a polícia nunca chegou a confiar 100% em Vidocq. Afinal, a ficha dele era bem suja. Mas por duas décadas, ele fez parte da corporação, até se aposentar e virar investigador particular.

    2, 3 e 4. Allan, William e Robert Pinkerton

    pinkertonlogo1

    Pouco tempo depois de Eugène Vidocq fazer história, outros detetives brotaram mundo afora. Nos Estados Unidos, um pai e seus dois filhos – Allan, William e Robert Pinkerton – formaram uma das mais famosas agências de investigação da época, que cumpriu um papel importante na perseguição de espiões e mercenários durante a Guerra Civil dos Estados Unidos. Talvez você já tenha ouvido falar de Jesse James, certo? Foram eles que capturaram. O Serviço Secreto dos EUA? Eles ajudaram a criar. E olha que eles entraram na profissão por aciente. O pai, Allan Pinkerton, ficou indignado com uma onde de assaltos em sua vizinhança e decidiu encontrar sozinho o culpado. Conseguiu – e não parou mais. Ao longo de sua carreira, os três faziam de tudo, inclusive viagens longas, para a América do Sul ou para a Europa, em busca de foras-da-lei. A melhor parte: dizem que os três eram super a favor dos direitos das mulheres, contra os fanáticos religiosos e os escravocratas.

    5. Kate Warne

    kate-warne_photo

    “E as mulheres, cadê?”, perguntaria Olivia Benson. Se você olhar bem para a foto, além de reconhecer Allan Pinkerton ali sentado na cadeira, à direita, também verá uma mulher detetive – ainda que disfarçada de homem. Ela está de pé, com a mão na pilastra. Kate Warne foi a primeira detetive do sexo feminino de que se tem notícia. Ela foi contratada em 1856 pelos Pinkerton para resolver um caso e foi tão bem que fez carreira. Inclusive, foi chefe da divisão feminina da agência dos Pinkerton. Ela trabalhou em centenas de casos e dizem que era ótima quando precisava se disfarçar. Infelizmente, adoeceu misteriosamente aos 35 anos e nunca mais se recuperou. Quando ela morreu, Allan Pinkerton até entrou em depressão.

    6. Izzy Einstein e Moe Smith

    izzy-moe

    Na década de 1920, os Estados Unidos viviam a Lei Seca – ideia genial do governo democrata de Woodrow Wilson para acabar com os problemas sociais: proibir a venda de bebidas alcóolicas. É claro que esse plano não deu certo. Na verdade, o tiro saiu pela culatra: foi justamente nessa época que a máfia explodiu de ganhar dinheiro e de ampliar seus poderes país afora. Nesse contexto, o que não faltava para os detetives da época era trabalho, e os dois maiores sucessos na apreensão de ilícitos eram Isidor “Izzy Einstein e Moe Smith, de Nova Iorque. Sozinhos, eles conseguiram prender 4,9 mil criminosos, apreender quase 5 milhões de garrafas contrabandeadas de bebidas e condenar 95% de seus acusados. Mas o mais impressionante sobre eles era sua capacidade de disfarce. Como Sherlock Holmes, Einstein e Smith conseguiam se esconder debaixo do nariz dos criminosos, mesmo em uma época em que seus retratos estavam pregados em todos os escritórios da máfia.

    7. Calvin Goddard

    goddar

    No Dia dos Namorados de 1929, sete homens foram enfileirados diante de uma parede e baleados. Ninguém sabia muito bem como o crime tinha acontecido. Aí a polícia chamou um especialista em balística para dar uma olhada nas evidências. O nome do escolhido era Calvin Goddard. A investigação dele confirmou as suspeitas fortes de que o massacre tivesse sido encomendado por Al Capone, chefão da máfia em tempos de Lei Seca. Logo, Goddard ficou famoso entre os policiais, que sempre pediam sua ajuda quando um caso mais cabeludo aparecia. Aí alguém teve uma ideia ótima: por que Goddard não ensinava os outros o que sabia? Surgiu, então, uma espécie de escola e laboratório de detecção de crimes em Chicago. Tipo um CSI das antigas. Em 1932, Goddard também foi dar assistência na criação de um laboratório de ciência forense, desta vez no FBI.

    8. Dave Toschi

    toschi
    Nancy Wong / Wikimedia Commons

    Foi ele quem inspirou os personagens do inspetor Harry Callahan, de “Dirty Harry”, e do tenente Frank Bullitt, de “Bullitt”. Toschi foi inspetor do departamento de polícia de San Francisco de 1952 a 1983. Conhecido por ser meticuloso, bem vestido e por carregar sua arma em um coldre de saque rápido, ele foi um dos primeiros detetives envolvidos no caso Zodíaco – até hoje sem solução. De dezembro de 1968 a outubro de 1969, o assassino Zodíaco aterrorizou São Francisco com uma série de crimes que vinham acompanhados de cartas e ameaças de atos terroristas que teriam como alvo escolas infantis. Toschi e outros dois membros do DP caçaram o assassino por anos a fio, sem nunca obter uma condenação de seu principal suspeito: o professor Arthur Leigh Allen. O detetive também esteve nas investigações dos assassinatos Zebra, crimes de origem racista de uma gangue de negros contra brancos em meados dos anos 1970.

    9. Johnny Broderick

    Membro do departamento de polícia de Nova Iorque de 1923 a 1947, Broderick patrulhava o distrito dos teatros na cidade. Sua fama era de mal, e essa reputação foi construída em cima da vontade de “Broadway Johnny” de derrubar gângsters e suspeitos, sem distinção. Em uma cena lendária, Johnny pegou o famoso gangster Jack “Legs” Diamond e o jogou dentro de uma lata de lixo. Ele também ficou famoso por ter enfrentado prisioneiros armados no Complexo de Detenção de Manhattan – mais conhecido como “The Tombs” (ou “os túmulos”, em português). Quando os presos se esconderam atrás de uma pilha de sacos de carvão, Broderick armou o ataque, atirando nos rebeldes. Dizem que a ação de Broadway Johnny foi o que levou os presos a cometerem suicídio nesse episódio.

    10. William J. Burns

    burrrrn

    Se existiu um Sherlock Holmes da vida real, esse alguém foi o filho de imigrantes irlandeses William J. Burns, que virou diretor do Bureau of Investigation (BOI). Ele começou como detetive particular. Mas, enquanto tocava a William J. Burns International Detective Agency, se envolveu nas investigações dos casos mais famosos do início do século 20. Em 1910, ele foi contratado para resolver o bombardeio do prédio do Los Angeles Times. No ano seguinte, eles prenderam os terroristas John J. e James B., depois de seguir um rastro de dinamites do meio-oeste até Los Angeles. Menos de uma década depois, Burns estava envolvido em um outro caso de terrorismo. Em 1920, uma bomba foi detonada em Wall Street, matando 38 pessoas e ferindo cerca de 400. Burns logo estava na cena do crime e foi um dos primeiros a sustentar a teoria de que o ataque havia sido feito por simpatizantes do comunismo. O caso, contudo, permanece sem solução até hoje. Logo depois de se tornar diretor do BOI, contudo, a carreira de Burns foi ladeira abaixo. Ele se envolveu em uma série de escândalos. Depois que seus podres foram revelados, ele passou o resto da vida escrevendo histórias de… detetives! E o BOI acabou virando o FBI que conhecemos hoje.

    11. William J. Flynn

    flyyyyyn

    Não confunda! Apesar de terem o mesmo nome e sobrenome do meio, de serem fisicamente parecidos e de terem sido contemporâneos, William J. Flynn não é a mesma pessoa que William J. Burns! Flynn também trabalhou no BOI, mas antes ele passou alguns anos como advogado na cidade de Nova Iorque. Ele ajudou a reorganizar o Bureau de acordo com as diretrizes da Scotland Yard e do Serviço Secreto. Foi Flynn quem travou as primeiras batalhas dos EUA contra a máfia – que, na época, era comandada por Giuseppe Morello. Em 1910, suas investigações levaram Morello à cadeia por falsificação.

    Leia também:
    Relembre 30 grandes detetives da ficção

    12. Ellis Parker

    Ele era o chefe dos detetives de Burlington County, em New Jersey, uma cidadezinha vizinha de NY. Mesmo assim, ele investigou cerca de 300 crimes – muitos classificados como mistérios sem solução pela imprensa local. O caso conhecido como “The Pickled Corpse” (algo como “o cadáver em conserva”) é, até hoje, tido como uma das maiores sacadas de dedução, investigação forense e trabalho investigativo do mundo. Mas nem tudo foram flores na vida de Parker. Ele ficou mal na fita depois do caso do sequestro Lindbergh. O próprio Parker sequestrou e torturou um suspeito! Ele acabou passando vários anos na cadeia por causa disso. Mas o pior é que o homem de quem ele suspeitou era seu próprio parceiro, o promotor de justiça Paul Wendel.

    13. Marcel Guillaume

    marcel

    Há quem diga que o autor Georges Simenon se inspirou em no detetive Marcel Guillaume para criar o inspetor Jules Maigret. Guillaume se mudou do interior para Paris, e foi incentivado a entrar para a polícia por seu padrasto, que era policial. Por décadas, Guillaume lapidou seus conhecimentos e ficou conhecido por ser um investigador paciente – e por conhecer Paris como a palma da sua mão. Um de seus casos mais famosos foi em 1933, quando Violette Noziere, 18, envenenou seus pais com uma grande quantidade de sedativos misturados na bebida. O pai morreu, mas a mãe conseguiu sobreviver. Depois de uma longa investigação, Violette confessou o crime: ela queria vingança por anos sendo estuprada pelo pai.

    14. Ignatius Pollaky

    “Paddington Pollaky”, um imigrante húngaro, foi um dos primeiros detetives particulares do mundo. Ele construiu sua reputação nos anos 1860 a 1870, período no qual era consultor da Scotland Yard toda vez que os casos envolviam criminosos do continente. Ele falava seis línguas e tinha um grande interesse pelas mentes criminosas, o que davam a ele uma vantagem sobre os contraventores. Seu caso mais famoso foi o assassinato na Road House, em 1860. Esse caso inspirou o livro “The Suspicions of Mr. Whicher”, de Kate Summerscale. O livro leva a crer que Pollaky foi o primeiro a desconfiar que o menino Francis “Saville” Kent foi morto por alguém da própria família.

    15. William E. Fairbairn

    Durante as duas grandes guerras, Shangai, na China, era uma das cidades mais perigosas do mundo. Dividida em partes que separavam os chineses dos europeus, a cidade era rota de um forte contrabando e polo de prostituição que traficava também drogas e armas. Mas aí chegou William E. Fairnairn. Pouco depois de colocar os pés em Shangai, ele se alistou na Polícia Municipal da cidade. Logo, logo, ele aprendeu que ser policial em Shangai era equivalente a lutar em uma guerra. Então, ele organizou uma das primeiras equipes de SWAT do mundo e desenvolveu o sistema Defendu, que ensinava os policiais a bloquear e reagir a ataques com facas e outros ataques potencialmente fatais. Dizem por aí que ele foi a inspiração para o personagem Q. da saga James Bond.

    16. Raymond C. Schindler

    Schindler começou sua vida profissional como corretor de seguros, depois foi vendedor de fitas de datilografia (trabalho empolgante) e mineiro de ouro na Califórnia. Mas aí ele respondeu a um anúncio destinado a jovens que gostavam de fazer pesquisas históricas e, aos 25 anos, começou a trabalhar no Departamento de Polícia de San Francisco. Ele foi protegido de William J. Burns e, em 1910, ele era chefe do Bureau Schindler de Investigação. Houve somente um caso que ele não conseguiu resolver. Em 1943, Sir Harry Oakes, um importante nome do Maine, foi assassinado. Seu corpo foi encontrado com marcas de espancamento em sua mansão. Os culpados tentaram incinerar o corpo, mas só conseguiram chamuscá-lo. Schindler foi contratado por US$ 300 ao dia para resolver o caso, fora as despesas. Mas nem o “incentivo” foi suficiente para que Schindler conseguisse desvendar o mistério. O caso continua sem solução até hoje.

  7. Você gosta de suspenses com investigações e detetives? Tem interesse nessa profissão? Então você precisa conhecer alguns livros sobre crimes que contam histórias empolgantes, com muito mistério, reviravoltas e investigadores que são verdadeiras fontes de inspiração.

    Ficou curioso? Continue a leitura e veja nossas dicas!

    1. Assassinato no Expresso do Oriente, de Agatha Christie
    Era para ser apenas uma simples viagem de trem, mas quando o veículo é detido por uma nevasca próximo à Iugoslávia, um dos passageiros é brutalmente assassinado. Por coincidência do destino ou não, o incrível detetive Hercule Poirot está a bordo e quer descobrir o culpado.

    Quem é o responsável? O mordomo? O conde? O professor? Ainda há o médico, a viúva, a missionária e vários outros suspeitos. Não é uma tarefa fácil, pois a vítima tinha uma coleção de inimigos. E Poirot tem que agir rápido, já que o criminoso está entre eles.

    A obra foi escrita por Agatha Christie e conta uma das muitas aventuras do investigador belga. De aparência elegante e impecável, Poirot impressiona qualquer um com sua inteligência e capacidade de desvendar enigmas.

    Assassinato no Expresso do Oriente ganhou recentemente uma nova adaptação para o cinema (trailer aqui!) e com certeza te fará ter vontade de ler outros títulos da autora.

    2. Cem Gramas de Centeio, de Agatha Christie
    Esse livro foi escrito originalmente em 1953, mas não se assuste! Sua linguagem é fácil e a trama é bem envolvente. Tudo parte de um dia como todos os outros na vida de um magnata. Mas quando ele morre após tomar um chá servido por sua secretária, a polícia inicia uma investigação e encontra cem gramas de centeio dentro de seu paletó.

    Também é descoberto que sua família não sente falta da vítima. Na verdade, todos parecem ter algo contra ele. Começa então a saga para revelar quem afinal cometeu o homicídio, dentre tantos suspeitos.

    A personagem que tenta resolver o caso é Miss Marple, uma simpática senhora que atua como detetive amadora e está em diversos suspenses de Christie. Ela só aparece na metade da história, mas é fundamental para a resolução do mistério.

    Miss Marple mostra que com coragem, sagacidade e conhecimento da natureza humana é possível desvendar várias incógnitas. Como as pessoas nem suspeitam de suas habilidades, ela consegue ajudar os policiais de diferentes formas.

    A personagem também é protagonista de obras como Um Corpo na Biblioteca, Um Passe de Mágica, Nêmesis e Convite para um Homicídio. Vale super a pena ler!

    3. Um Estudo em Vermelho, de Arthur Conan Doyle
    Se você gosta de histórias de detetives, provavelmente já ouviu falar em Sherlock Holmes. É dele inclusive a frase “Meu caro Watson” que, não por acaso, é o nome desse blog.

    Um Estudo em Vermelho, que marca a estreia de Arthur Conan Doyle como escritor, traz a primeira aparição pública do investigador, além de contar também como aconteceu seu encontro com o parceiro e amigo Dr. Watson.

    A dupla decide dividir um apartamento e Watson logo constata que seu colega é capaz de solucionar enigmas aparentemente indecifráveis para qualquer policial. Com facilidade para usar lógica dedutiva e métodos científicos, Sherlock impressiona e serve como inspiração para detetives em diversos países.

    Mas não pense que é impossível se tornar tão bom quanto ele — ou pelo menos o mais próximo possível. O habilidoso mentalista Colin Cloud, por exemplo, começou sua carreira estudando investigação forense e é hoje considerado o “Sherlock Holmes da vida real”.

    4. Os Assassinatos da Rua Morgue, de Edgar Allan Poe
    Edgar Allan Poe é tido como o criador do gênero policial e influenciou vários escritores, incluindo Arthur Conan Doyle, principalmente quando falamos da obra Os Assassinatos da Rua Morgue.

    Na trama, uma velha senhora e sua filha são brutalmente assassinadas em Paris sem qualquer motivo aparente. Quem começa a trabalhar no caso é Auguste Dupin, um detetive que pensa fora da “caixa” do senso comum, além de ser bastante inteligente e observador.

    A partir daqui não vamos dar mais detalhes para não acabar com o mistério. Leia e você não se arrependerá!

    5. Nudez Mortal, de J. D. Robb
    Escrito por Nora Roberts sob o pseudônimo de J. D. Robb, Nudez Mortal é o primeiro título da Série Mortal, que já tem mais de 40 volumes lançados.

    Ambientada em um mundo futurista (Nova York no ano de 2058), a história segue a detetive Eve Dallas tentando desvendar um possível escândalo político: a neta de um senador é assassinada e sua vida secreta de prostituição vem à tona.

    Durante a investigação criminal, Eve conhece Roarke, bilionário irlandês que é um dos suspeitos do crime e se torna fundamental para ela.

    A série da autora, que lembra um pouco a dinâmica de alguns seriados policiais famosos, como CSI e Mentes Criminosas, também é composta por livros como Glória Mortal, Eternidade Mortal e Êxtase Mortal.

    6. Os Homens que não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson
    Esse é o primeiro volume da quadrilogia sueca Millennium, que tem como protagonistas Lisbeth Salander, uma hacker incrivelmente inteligente, e Mikael Blomkvist, um jornalista investigativo.

    Acompanhamos Lisbeth, vista por todos como uma funcionária nada sociável que faz trabalhos insignificantes, passando a ser essencial para a resolução do sumiço (e provável assassinato) de Harriet Vanger, 36 anos atrás.

    As publicações seguintes, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar, contam um pouco mais da vida da personagem e, assim como Os Homens que não Amavam as Mulheres, foram lançadas postumamente após Stieg Larsson falecer em 2004.

    Já o quarto título, A Garota na Teia de Aranha, foi escrito por David Lagercrantz com o objetivo de continuar a trama e satisfazer os fãs.

    Saiba por que ler livros sobre crimes e investigação
    Essas são só algumas das obras literárias com essa temática, pois existem várias outras que seguem essa mesma linha. Depois de se aventurar nesse universo, você não vai querer parar mais, acredite! Até pessoas que geralmente preferem ver filmes e séries acabam gostando de publicações nesse estilo.

    Se você tem interesse em ser um detetive e gosta do assunto, essas histórias podem facilmente servir de inspiração. Talvez você até pegue alguns “truques”, ferramentas e técnicas que podem ser usados na vida real.

    Seja só por mero passatempo ou para mergulhar de cabeça no mundo do suspense policial, a leitura de livros sobre crimes e investigações é muito vantajosa! E se você quiser mais dicas de entretenimento, não deixe de conferir nosso artigo com os 6 filmes de detetive que você precisa assistir!

    • Você gosta de suspenses com investigações e detetives? Tem interesse nessa profissão? Então você precisa conhecer alguns livros sobre crimes que contam histórias empolgantes, com muito mistério, reviravoltas e investigadores que são verdadeiras fontes de inspiração.

      Ficou curioso? Continue a leitura e veja nossas dicas!

      1. Assassinato no Expresso do Oriente, de Agatha Christie
      Era para ser apenas uma simples viagem de trem, mas quando o veículo é detido por uma nevasca próximo à Iugoslávia, um dos passageiros é brutalmente assassinado. Por coincidência do destino ou não, o incrível detetive Hercule Poirot está a bordo e quer descobrir o culpado.

      Quem é o responsável? O mordomo? O conde? O professor? Ainda há o médico, a viúva, a missionária e vários outros suspeitos. Não é uma tarefa fácil, pois a vítima tinha uma coleção de inimigos. E Poirot tem que agir rápido, já que o criminoso está entre eles.

      A obra foi escrita por Agatha Christie e conta uma das muitas aventuras do investigador belga. De aparência elegante e impecável, Poirot impressiona qualquer um com sua inteligência e capacidade de desvendar enigmas.

      Assassinato no Expresso do Oriente ganhou recentemente uma nova adaptação para o cinema (trailer aqui!) e com certeza te fará ter vontade de ler outros títulos da autora.

      2. Cem Gramas de Centeio, de Agatha Christie
      Esse livro foi escrito originalmente em 1953, mas não se assuste! Sua linguagem é fácil e a trama é bem envolvente. Tudo parte de um dia como todos os outros na vida de um magnata. Mas quando ele morre após tomar um chá servido por sua secretária, a polícia inicia uma investigação e encontra cem gramas de centeio dentro de seu paletó.

      Também é descoberto que sua família não sente falta da vítima. Na verdade, todos parecem ter algo contra ele. Começa então a saga para revelar quem afinal cometeu o homicídio, dentre tantos suspeitos.

      A personagem que tenta resolver o caso é Miss Marple, uma simpática senhora que atua como detetive amadora e está em diversos suspenses de Christie. Ela só aparece na metade da história, mas é fundamental para a resolução do mistério.

      Miss Marple mostra que com coragem, sagacidade e conhecimento da natureza humana é possível desvendar várias incógnitas. Como as pessoas nem suspeitam de suas habilidades, ela consegue ajudar os policiais de diferentes formas.

      A personagem também é protagonista de obras como Um Corpo na Biblioteca, Um Passe de Mágica, Nêmesis e Convite para um Homicídio. Vale super a pena ler!

      3. Um Estudo em Vermelho, de Arthur Conan Doyle
      Se você gosta de histórias de detetives, provavelmente já ouviu falar em Sherlock Holmes. É dele inclusive a frase “Meu caro Watson” que, não por acaso, é o nome desse blog.

      Um Estudo em Vermelho, que marca a estreia de Arthur Conan Doyle como escritor, traz a primeira aparição pública do investigador, além de contar também como aconteceu seu encontro com o parceiro e amigo Dr. Watson.

      A dupla decide dividir um apartamento e Watson logo constata que seu colega é capaz de solucionar enigmas aparentemente indecifráveis para qualquer policial. Com facilidade para usar lógica dedutiva e métodos científicos, Sherlock impressiona e serve como inspiração para detetives em diversos países.

      Mas não pense que é impossível se tornar tão bom quanto ele — ou pelo menos o mais próximo possível. O habilidoso mentalista Colin Cloud, por exemplo, começou sua carreira estudando investigação forense e é hoje considerado o “Sherlock Holmes da vida real”.

      4. Os Assassinatos da Rua Morgue, de Edgar Allan Poe
      Edgar Allan Poe é tido como o criador do gênero policial e influenciou vários escritores, incluindo Arthur Conan Doyle, principalmente quando falamos da obra Os Assassinatos da Rua Morgue.

      Na trama, uma velha senhora e sua filha são brutalmente assassinadas em Paris sem qualquer motivo aparente. Quem começa a trabalhar no caso é Auguste Dupin, um detetive que pensa fora da “caixa” do senso comum, além de ser bastante inteligente e observador.

      A partir daqui não vamos dar mais detalhes para não acabar com o mistério. Leia e você não se arrependerá!

      5. Nudez Mortal, de J. D. Robb
      Escrito por Nora Roberts sob o pseudônimo de J. D. Robb, Nudez Mortal é o primeiro título da Série Mortal, que já tem mais de 40 volumes lançados.

      Ambientada em um mundo futurista (Nova York no ano de 2058), a história segue a detetive Eve Dallas tentando desvendar um possível escândalo político: a neta de um senador é assassinada e sua vida secreta de prostituição vem à tona.

      Durante a investigação criminal, Eve conhece Roarke, bilionário irlandês que é um dos suspeitos do crime e se torna fundamental para ela.

      A série da autora, que lembra um pouco a dinâmica de alguns seriados policiais famosos, como CSI e Mentes Criminosas, também é composta por livros como Glória Mortal, Eternidade Mortal e Êxtase Mortal.

      6. Os Homens que não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson
      Esse é o primeiro volume da quadrilogia sueca Millennium, que tem como protagonistas Lisbeth Salander, uma hacker incrivelmente inteligente, e Mikael Blomkvist, um jornalista investigativo.

      Acompanhamos Lisbeth, vista por todos como uma funcionária nada sociável que faz trabalhos insignificantes, passando a ser essencial para a resolução do sumiço (e provável assassinato) de Harriet Vanger, 36 anos atrás.

      As publicações seguintes, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar, contam um pouco mais da vida da personagem e, assim como Os Homens que não Amavam as Mulheres, foram lançadas postumamente após Stieg Larsson falecer em 2004.

      Já o quarto título, A Garota na Teia de Aranha, foi escrito por David Lagercrantz com o objetivo de continuar a trama e satisfazer os fãs.

      Saiba por que ler livros sobre crimes e investigação
      Essas são só algumas das obras literárias com essa temática, pois existem várias outras que seguem essa mesma linha. Depois de se aventurar nesse universo, você não vai querer parar mais, acredite! Até pessoas que geralmente preferem ver filmes e séries acabam gostando de publicações nesse estilo.

      Se você tem interesse em ser um detetive e gosta do assunto, essas histórias podem facilmente servir de inspiração. Talvez você até pegue alguns “truques”, ferramentas e técnicas que podem ser usados na vida real.

      Seja só por mero passatempo ou para mergulhar de cabeça no mundo do suspense policial, a leitura de livros sobre crimes e investigações é muito vantajosa! E se você quiser mais dicas de entretenimento, não deixe de conferir nosso artigo com os 6 filmes de detetive que você precisa assistir!

  8. Há uma razão para o mais famoso detetive da ficção ter sido criado na Inglaterra vitoriana. As façanhas dos investigadores da polícia mais moderna do mundo não ficavam nada a dever para as de Sherlock.

    Mestre na dedução e nos disfarces, Holmes domina técnicas de luta e armas, conhece anatomia, botânica e química. Quando envolvido em um caso, quase não come e injeta-se cocaína diluída para ficar acordado. Na Inglaterra do fim do século 19, é o único que soluciona os crimes mais complicados. Isso tudo, claro, nos quatro romances e 56 contos de Arthur Conan Doyle.

    Os melhores detetives da época de Sherlock Holmes

    Jonathan “Jack” Whicher

    Detetive da polícia de Londres desde 1837, ajudou a fundar a Scotland Yard. Solucionou dezenas de crimes, mas o assassinato do menino Saville Kent arranhou-lhe a reputação. Ele apresentou como suspeita a adolescente Constance, inocentada por falta de provas. Ela confessou anos depois, mas Whicher já estava morto.

    Charles Frederick Field

    Perito em se infiltrar disfarçado em cenas suspeitas, foi um dos melhores investigadores da Scotland Yard. Depois virou detetive particular: desvendou vários casos de roubo antes da polícia e um de envenenamento de três pessoas. Serviu de inspiração para o inspetor Bucket, de Charles Dickens.

    Edwin Coathupe

    Considerado um dos melhores detetives da história, estudou medicina e chegou a trabalhar em dois hospitais até se tornar policial. Antes de assumir cargos de chefia, passava boa parte do dia na rua, entre suas fontes de informação, investigando casos e fazendo policiamento preventivo.

    Melville Macnaghten

    Comissário da polícia de Londres entre 1903 e 1913, era mestre em orientar detetives e organizar informações. Em 1894, foi responsável pelo melhor relatório feito sobre Jack, o Estripador. Seu texto, só revelado ao público em 1954, ainda é a fonte mais confiável sobre o episódio.

    Leia a matéria completa

  9. Elaine, de 32 anos, é uma mulher bonita e casada com um homem mais velho, de 55. Desconfiada de que o marido estivesse a traindo com uma funcionária de sua empresa, contratou o serviço de um detetive particular. O profissional contratado andou atrás do marido por semanas, sem descobrir nada. Juntos, decidiram então instalar uma micro-câmera na sala de reuniões da empresa, para entender o motivo de tantas horas extras do investigado. Dois dias depois, conseguiram a prova: o marido realmente estava tendo um caso. Detalhe: não era com uma funcionária e sim com o office-boy da empresa. Foi um susto tão grande que Elaine entrou em depressão e nunca teve coragem de contar para o marido que sabia de suas aventuras amorosas.

    Essa história verídica faz parte da rotina do detetive profissional Edilmar Lima, diretor da Central Única Federal dos Detetives do Brasil, em Brasília. Edilmar afirma que mais de 80% dos seus atendimentos mensais são solicitados por mulheres em busca de supostas traições de namorados, noivos ou maridos.

    E quem pensa que essas mulheres são feias, mal sucedidas ou mais velhas, está muito enganado. “Boa parte das minhas clientes são mulheres bonitas e com idade entre 23 e 47 anos. Normalmente são mulheres com bom poder aquisitivo. Já percebi que a grande maioria delas ocupa altíssimos cargos profissionais”, conta.

    O procedimento de investigação começa com o primeiro contato feito pela cliente. A partir daí, o detetive marca um encontro pessoalmente, para acertar os detalhes da busca. Então é que as mulheres levam para Edilmar fotos, endereço do trabalho e residência, número da placas do veículo e horários de saída e chegada do investigado.

    O detetive comenta que muitas das mulheres que o procuram já têm quase tudo desvendado. “Normalmente, elas só precisam mesmo de provas”.

    Para contratar um serviço de um detetive particular o investimento também não é dos menores. A realização de uma boa investigação, incluindo monitoramento via GPS e outras tecnologias disponíveis, é em média de R$ 1.800 a R$ 3.200 por semana.

    LEIA TAMBÉM
    Relacionamentos difíceis – casos da comunidade Vila Mulher
    Casais modernos. E infiéis.

    As interessadas em investigar as aventuras do amado precisam saber que, antes de tomar a decisão, que é bom pensar no rumo que vai tomar caso o pior realmente seja descoberto. “Atrás de uma suposta traição existem diversas coisas importantes como bens, família e filhos”, ressalta Edilmar. Por isso, é bom ter certeza se está preparada para demonstrar a desconfiança e encarar a verdade, literalmente.

    Por Talita Boros (MBPress)

  10. lan Pinkerton, no ano de 1850 na cidade de Chicago, Estados Unidos da América do Norte, é o primeiro detetive particular do mundo. Allan foi um dirigente sindical na Escócia e sendo perseguido pelo governo daquele país por questões políticas, resolveu imigrar para os Estados Unidos, escolhendo a cidade de Chicago. Inicialmente, montou uma pequena oficina de reparos de tonéis de carvalho (pipas), usados para envelhecimento de bebidas. Não contente com o baixo rendimento mensal do negócio, resolveu mudar de profissão. Como a criminalidade na época atingia índices alarmantes, teve a ideia de trabalhar paralelamente com as forças policiais e reunindo alguns amigos e conterrâneos, fundou a AGÊNCIA NACIONAL DE DETETIVES PINKERTON. Esta agência existe até hoje e está espalhada pelas principais cidades norte-americanas, mantendo ramificações em vários países e dando emprego a mais de 3.500 detetives particulares. No Brasil, o primeiro detetive a montar um pequeno escritório de investigações particulares foi o Detetive Particular Joaquim Ganância, no ano de 1.892, no Rio de Janeiro. Somente no ano de 1.961, em São Paulo, surgiu uma grande agência de investigações particulares, com o nome de Embrail – Empresa Brasileira de Investigações Ltda., sendo seu fundador o famoso Detetive Evódio Eloísio de Souza, notabilizado pela alcunha de Detetive Jefferson Trenck.

    Detetive é uma palavra de origem inglesa, que significa detectar um fato, investigar, pilhar, desmascarar. Profissionalmente falando é detetive aquele que investiga um fato, suas circunstâncias e pessoas nele envolvidas.

    Em todos os países do mundo, o Detetive Particular só pode exercer a profissão em consonância com as leis vigente, isto é, respeitando a vida privada do cidadão, inviolabilidade dos direitos humanos, no que tange a vida em particular.

    Kate Warne foi a primeira detetive do sexo feminino de que se tem notícia. Ela foi contratada em 1856 pelos Pinkerton para resolver um caso e foi tão bem que fez carreira. Inclusive, foi chefe da divisão feminina da agência dos Pinkerton. Ela trabalhou em centenas de casos e dizem que era ótima quando precisava se disfarçar. Infelizmente, adoeceu misteriosamente aos 35 anos e nunca mais se recuperou. Quando ela morreu, Allan Pinkerton até entrou em depressão.

    Kate Warne
    Se você olhar bem para a foto, à direita, verá uma mulher detetive, ainda que disfarçada de homem. Ela está de pé, com a mão na pilastra.

    A 1ª Detetive Mulher no Brasil

    Maria Angeles
    Maria Angeles Bekeredjian, espanhola que chegou a São Paulo nos anos 1950, morreu aos 71 anos, após sofrer falência múltipla dos órgãos. Ângela comandava um escritório com 16 funcionários. “Ela não ia a campo porque já era muito conhecida. “Mas usou muito disfarce de gari, faxineira e chegou até a montar barraca de churrasquinho para observar um comerciante.” Formada em psicologia, foi uma das primeiras detetives do país, Começou aos 21 anos investigando o então marido, na década de 1960 (descobriu que era traída, mas voltou depois com ele). Extrovertida e desbocada, a loira de 1,50 m e olhos azuis era figura constante na TV, como no “SuperPop” (Rede TV!). ” Ângela era discreta também fora do trabalho: não comentava casos. Alguns, contudo, tornaram-se emblemáticos, como o flagrante do marido que ia ao motel com uma boneca inflável. Ângela tinha outros dons: era exímia cozinheira, tocava bandolim e gostava de dançar e de pintar quadros abstratos.

    DETETIVE Detetives, informações, localizar
    Master coaching Psicoterapeuta Eliete Quaresma
    ABOUT MASTER COACHING PSICOTERAPEUTA ELIETE QUARESMA
    Olá! Sou Eliete Quaresma, Presidente-fundadora do EAD Instituto Portal Atitudes com Excelência (IPAE); Trabalhei com ASS: por 10 Anos na Prefeitura de Nova Serrana Coaching Multidimensional; Terapeuta Holística e Ortomolecular; Mestre Reiki Usui; Mestre Karuna; Taróloga Quântica; Palestrante; Programadora e Reprogramadora Mental-PNL; Ativista Quântica das Leis Universais entre elas, Grabovoi e a Metafísica Quântica; Operadora de Comandos Quânticos e Comandos do Arcanjo Miguel; Escritora, Psicanalista e Psicoterapeuta, Estudante na Instituição Sigmund Freud – São Paulo/SP. Autora do livro -Saiba Como Sair das Dívidas Usando as Leis Universais, Formada pela DUX vigilante PF Escolta Armada e Detetive Profissional pela Escola TheBest Detetives Desde (1999) Montei a minha Própria equipe de vigilantes com a minha Empresa Quaresma Segurança e Eventos, Pela escola privada DUX, E pela UNINTER comissão nacional dos Detetives do Brasil ODB. CRTH-ABCN-10.161; ITR 12.194; CTSL-00177 pela SLTM;

    View all posts by Master coaching Psicoterapeuta Eliete Quaresma →

  11. A Bigben Interactive revelou mais um trailer de The Sinking City. E, mais uma vez, o material se concentra em oferecer aos interessados um pouco de “coisas macabras”. Por ser uma obra inspirada nos contos de H.P. Lovecraft, não era pra menos.

    No controle do detetive particular Charles Reed, os jogadores tentarão descobrir os incidentes ocorridos em Oakmont nos anos 1920. A região foi totalmente inundada e as razões para isso são desconhecidas.

    Reed chega na cidade tentando encontrar as fontes das recentes visões que teve. Buscando por pistas e evidências espalhadas ao longo do mundo criado, o investigador irá questionar tudo ao seu redor.

    The Sinking City não tem medo de apostar na ideia do sobrenatural. O próprio protagonista possui super-habilidades, como por exemplo observar eventos que poucos conseguem.

    Segundo os desenvolvedores do game, não existe um roteiro pré-definido ou lugares estabelecidos. Tudo cabe às escolhas do jogador e suas habilidades de dedução.

    O sistema de escolhas interfere diretamente na história. Quem vive ou morre, quem tem a reputação arruinada ou preservada, tudo são consequências do jogador.

    O título está programado para o dia 27 de junho para o PlayStation 4, Xbox One e PC.

  12. “Há mais de 20 anos, bem mais agora. Eu já procurei por minhas sobrinhas, gastei dinheiro quando tinha, um dinheirão, com detetive particular”, explicará ela. “Agora que minha filha aprontou, eu sinto que elas podiam preencher o v… – Leia mais em https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/novelas/dona-do-pedaco-maria-da-paz-revira-o-passado-e-coloca-chiclete-na-mira-de-camilo-29240?cpid=txt

  13. Detetive particular: tecnologia espiã coloca segmento em destaque
    13 JUN 2019 13h39
    separator0COMENTÁRIOS
    Oramo da investigação particular tem atraído cada vez mais adeptos. Entre eles, pessoas que se identificam com a profissão desde muito cedo, a começar pelo interesse em filmes de suspense e séries de FBI, onde a vontade em desvendar os fatos aumenta a cada cena.

    Foto: Investigação particular / DINO
    Segundo a Lei 13.432/2017, atualmente o profissional pode atuar até mesmo em investigações policiais, uma vez que autorizada pelo cliente e delegado de polícia. Conforme a regulamentação, para seguir a carreira de modo autônomo ou em agências especializadas, é preciso não só ter formação acadêmica, como se atentar as normas estabelecidas pela lei.

    Além disso, vale ressaltar que, ao contrário da ficção, o trabalho de um investigador particular envolve uma série de responsabilidades. Raciocínio lógico e conhecimento de técnicas e ações estratégicas também são características que diferem um bom investigador, o tornando apto para trabalhar em diferentes casos.

    Embora a rotina de um detetive esteja voltada para assuntos privados como casos familiares, empresariais e de desaparecimento, o serviço de investigação conjugal é o mais procurado pelo público. “De 8 clientes que atendemos semanalmente, 6 nos contratam para investigar a possível infidelidade do cônjuge”, diz Edson Frazão, detetive particular e proprietário da 007 Detetives há mais de 20 anos.

    Tecnologia espiã

    O agente que iniciou a carreira aos 28 anos de idade enfatiza as mudanças positivas que a tecnologia proporcionou para seu segmento. “Tudo muda o tempo todo, assim como os meios de trair. Hoje as pessoas se preocupam mais com o que acontece no virtual, do que com o ato em si. É nesse cenário que utilizamos ferramentas como aplicativos espiões e softwares que nos possibilitam extrair dados e recuperar até mensagens apagadas”, ressalta Edson.

    Por meio do disfarce e perseguição, o detetive conta que chegou até a se infiltrar em empresas, localizar cargas roubadas, identificar atos ilícitos de sócios, além de funcionários que faltavam para trabalhar em concorrentes e ganhavam o dia com atestado comprado. Para maior credibilidade do serviço, os detetives particulares fazem o uso de outros equipamentos como microcâmaras escondidas e rastreadores que aceleram o decorrer da investigação e traz a verdade à tona por meio de áudios, fotos e filmagens.

    Contudo, nem sempre exercer essa função é uma tarefa fácil e por vezes, pode colocar o profissional em risco. “Atuei em um caso onde uma criança de apenas um ano e meio foi sequestrada. Levou cerca de 3 meses até que descobríssemos o cativeiro”, lembra.

    Cursos para detetive

    Como dito anteriormente, o desejo de se tornar um detetive particular aumentou nos últimos anos. No Brasil, por exemplo, a estimativa é que existam mais de 60 mil pessoas inseridas no ramo investigativo. De acordo com a legislação, o agente deve ser formado em cursos específicos da área, cumprindo uma média de 600 horas. Sendo assim, hoje muitas agências de detetives estão investindo na formação de profissionais ao oferecer aulas teóricas e práticas.

    “O curso custa em torno de 2.000 reais, dependendo do pacote que o aluno fecha conosco. Aulas práticas são cobradas à parte, mas são essenciais para ter ideia das atividades que farão parte do cotidiano”, destaca Edson.

    Há quem julgue o investimento caro, mas Edson chama atenção para o fato de que os ganhos como detetive particular podem ultrapassar R$150 mil ao mês. “O profissional recebe por investigação e o valor varia conforme a complexidade do caso”, finaliza o especialista.

  14. ina Kaorner
    redacao@varelanoticias.com.br

    Parecia ser um dia calmo na rotina do detetive Bony e do seu sócio, o detetive Menezes. Depois de vinte dias de investigação, finalmente, as provas foram reunidas e o que já era esperado, foi confirmado. O que era apenas uma suspeita de traição se tornou um fato concreto, documentado através de fotos, vídeos e arquivos.

    Um famoso empresário, do interior da Bahia, havia contratado a dupla para descobrir se a esposa estava tendo um caso extraconjugal com um colega de trabalho. “Passei quatro horas tentando acalmá-lo, quando ele soube da traição. Ele queria sair pela porta e dizia que ia matar a esposa e o amante”, conta o detetive Bony, em uma entrevista exclusiva para a equipe de reportagem do Varela Notícias.

    Depois de muita conversa, cafezinho, analgésico e boa dose de paciência e jogo de cintura, finalmente os detetives deixaram o cliente voltar pra casa, depois de garantir que não tomaria nenhuma atitude precipitada.

    Histórias como essa fazem parte da rotina de quem decide atuar no ramo da investigação. “Às vezes temos que ser ‘psicólogos’ também”, diz Bony, lembrando que o trabalho de detetive pode ser uma profissão bastante perigosa.

    Para garantir a segurança dos profissionais, todo relato estava sendo gravado durante a reportagem. Câmeras, microfones, GPS e vários equipamentos ultramodernos, que não se encontram nem nos livros de Agatha Christie, fazem parte do dia a dia dos Sherlock Holmes baianos.

    Equipamentos para investigação. Foto: Varela Notícias

    Elementar, meu caro – Regulamentada desde abril desse ano, através da lei 13.432/2017, a profissão de detetive particular tem sido cada vez mais procurada para elucidar casos de supostas traições, desaparecimento de pessoas, atitudes estranhas de filhos adolescentes, roubos, furtos, comportamentos suspeitos de babás e até mesmo inadimplência e investigações criminais, com autorização da delegacia regional.

    Os casos extraconjugais estão no topo da lista dos mais procurados. “Os homens nos procuram mais do que as mulheres”, afirma o detetive. “As mulheres estão traindo muito mais. Há estatísticas provando que Salvador e Belo Horizonte são as capitais com o maior número de casos de infidelidade. Quando os maridos nos procuram, eles já têm quase certeza, mas querem provas”, garante.

    O detetive conta ainda que há mulheres que deixam o carro no estacionamento do shopping, fingem que estão fazendo compras e vão encontrar com o amante.

    Com 22 anos de profissão, as histórias são as mais diversas possíveis, mas uma, especial, ficou na memória do detetive Bony. Certa vez, ao ser contratado para investigar um caso extraconjugal, descobriu que o marido investigado ia sempre ao motel, uma vez na semana, no mesmo horário, e se trancava em um quarto, sozinho. Depois de algum tempo, os detetives descobriram que ele mantinha relações sexuais com uma boneca inflável.

    “Há também os casos em que o cliente que ‘cria’ a amante. Eles insistem que estão sendo traídos e se a gente não descobre nada, eles acham que o trabalho não foi bem feito. Inclusive, enviávamos um relatório por dia, mas agora, optamos por enviar o relatório somente no final da investigação”, conta. “Olha só quantas mensagens de clientes em meu WhatsApp”, desliza o dedo, rapidamente, na extensa lista de conversas.

    Carreira – Depois de fazer um curso de detetive em São Paulo, cidade onde morava, Bony veio para Salvador em 1997, quando decidiu abrir a Academia Federal de Investigação (AFI Brasil).

    “Sempre gostei de investigação e percebi a carência do ramo aqui. Hoje tenho 18 agências que trabalham pra mim. São profissionais espalhados em todo interior da Bahia, além de outros estados do Brasil”.

    A diária do serviço varia entre R$ 1.000 e R$ 1.200, mas alguns pacotes podem ser feitos. Cinco dias, custam R$ 3.500; dez dias, R$ R$ 4.500; vinte dias, R$ 6.500; e trinta dias, pode chegar a R$ 7.500. “Pagamento à vista tem 10% de desconto”, lembra o detetive.

    Os nomes verdadeiros dos profissionais não foram revelados. “Moro no mesmo bairro há anos, mas ninguém sabe o que eu faço. Somos empresários. Não acho ético revelar nossa profissão, pois é importante manter o sigilo”, avalia.

    Detetive Dé. Foto: reprodução/Instagram

    Fama – Enquanto alguns preferem não mostrar o rosto, outros, são mais conhecidos que James Bond, do filme 007. Quem pensa que o Federal Bureau of Investigation (FBI), a famosa unidade de polícia do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, só funciona em terras gringas, irá se surpreender ao encontrar um anúncio do departamento de investigação norte-americano, bem ali, a 110 km de Salvador, no município de Feira de Santana, carinhosamente chamada de ‘Princesa do Sertão’.

    “É FBI Bahia mesmo. É registrado. Tem nos Estados Unidos e aqui”, garante José Pedro Pereira Nunes, mais conhecido como detetive Dé.

    Quando tinha apenas 21 anos, ele trocou uma promissora carreira de jogador juvenil do Palmeiras, pelo ramo da investigação. Ao parar de correr atrás da bola para correr atrás de “pessoas erradas”, como ele mesmo diz, detetive Dé viu sua carreira deslanchar e se tornar um dos detetives mais reconhecidos da Bahia.

    “Atualmente, fiscalizo uma equipe de mais de 200 detetives, espalhados pela Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. Só em Salvador, eu tenho mais de 80 profissionais que trabalham pra mim”, diz, aos 56 anos de idade.

    Em entrevista para o Varela Notícias, ele lembra do seu primeiro caso. “Meu primeiro cliente me contratou para descobrir se o filho estava andando errado. É muito importante que os pais fiquem atentos a isso”, alerta. “Também já investiguei muito caso extraconjugal. Uma vez, uma senhora me contratou porque achava que o marido estava com outra, mas vi o marido entrando no motel com um homem. A família ficou arrasada”, lembra.

    Segundo detetive Dé, o preço de cada investigação varia entre 5 e 15 mil. “Crimes e casos de desaparecimento fora do estado são mais caros, mas eu também ajudo famílias carentes. Às vezes tiro até do meu bolso. Esse trabalho só me dá prazer. Trabalho por amor e gosto de ajudar os outros. É algo que vem de Deus”, afirma, com a certeza de cumprir a missão de desvendar a verdade.

  15. or André Bernardoaccess_time4 jul 2018, 20h17 – Publicado em 8 jul 2016, 15h21chat_bubble_outlinemore_horiz
    O fascínio despertado por solucionar mistérios – e por xeretar a vida dos outros – deu vida a inúmeros investigadores na literatura, no cinema e na TV. Vasculhe nossa lista elementar com os principais deles

    10. Ed Mort
    ed mort

    Ele fez curso de detetive por correspondência, subornou o carteiro para ser aprovado e divide o minúsculo escritório em Copacabana com 117 baratas e o rato albino Voltaire. Criado pelo escritor gaúcho Luís Fernando Veríssimo, Ed Mort estreou no conto A Armadilha, de 1979, mas logo migrou para outras mídias. O atrapalhado detetive já virou especial de fim de ano da TV Globo, chegou aos cinemas em 1997 – com Paulo Betti no papel-título – e foi adaptado para os quadrinhos pelo cartunista Miguel Paiva. Em 2011, a Editora Objetiva reuniu 17 histórias protagonizadas pelo personagem na coletânea Ed Mort – Todas as Histórias. No mesmo ano, o canal por assinatura Multishow lançou um seriado com Fernando Caruso no papel de Ed Mort

    9. Gil Grissom
    Gil Grissom

    Como o corpo de um mergulhador vai parar no alto de uma árvore após um incêndio? Eis um típico caso para Gilbert Arthur Grissom, o perito forense da polícia de Las Vegas, e sua equipe. Interpretado por William Petersen, Grissom é um dos responsáveis pelo sucesso da franquia CSI: Crime Scene Investigation, série de TV criada em 2000. Em 2009, após 193 episódios, o ator resolveu largar o seriado para se dedicar ao teatro

    8. Auguste Dupin
    auguste Dupin

    Em 1841, com a publicação de Os Assassinatos da Rua Morgue, o escritor Edgar Allan Poe criou o primeiro detetive da moderna literatura policial. Também é atribuída a Poe a criação do primeiro “sidekick” do gênero – o termo se refere àquele personagem que auxilia o protagonista em suas deduções mirabolantes. Quem auxilia Dupin é o seu melhor amigo, uma figura anônima, com quem ele divide um apartamento em Paris e que, nos romances, narra suas peripécias detetivescas.Outros clichês criados por Poe: o detetive explicando em detalhes como chegou ao culpado e a inclusão de pistas falsas para atrapalhar a investigação

    7. Adrian Monk
    adrian monk

    Leite, cobra, altura, multidão e elevador são algumas das 312 fobias do detetive. Após a morte de sua esposa, Monk sofre um colapso nervoso, é afastado da polícia de São Francisco (EUA) e passa a atuar como consultor do capitão Leland Stottlemeyer (Ted Levine) em casos aparentemente insolúveis. Em oito temporadas de Monk, Tony Shalhoub ganhou um Globo de Ouro e três prêmios Emmy de melhor ator interpretando o protagonista do seriado

    6. Fox Mulder & Dana Scully
    Fox Mulder e Dana Scully

    A dupla de agentes especiais do FBI não tem nada em comum. Mulder é do tipo que acredita em tudo. Já Scully é o ceticismo em pessoa. Juntos, eles investigam casos obscuros de invasões alienígenas e fenômenos paranormais. Criada por Chris Carter em 1993, Arquivo X se tornou uma das séries mais cultuadas de todos os tempos – a ponto de seus fãs serem conhecidos como “eXcers”. A série durou nove temporadas e gerou dois longas-metragens: Arquivo X – O Filme, de 1998, e Arquivo X – Eu Quero Acreditar, de 2008, além de um revival

    5. Dick Tracy
    Dick Tracy

    O mais durão dos detetives das histórias em quadrinhos foi criado pelo cartunista Chester Gould em 1931. Tracy entrou para a polícia após o assassinato do pai de sua noiva, Tess Trueheart, morto por bandidos. Em sua incansável luta contra o crime, antecipou modernos apetrechos eletrônicos, como o videofone. Com ele, conseguia se comunicar, à distância, com os colegas da polícia. Em 1990, foi interpretado pelo galã Warren Beatty no cinema

    4. Miss Marple
    Miss Marple

    Entre uma xícara e outra de chá, Jane Marple, uma velhinha solteirona que mora numa vila do interior da Inglaterra, tricota, cuida do jardim e desvenda mistérios. Desde Assassinato na Casa do Pastor (1931), protagonizou 12 romances e 20 contos da escritora Agatha Christie – o último livro, Um Crime Adormecido, foi escrito em 1940, mas publicado em 1976, após a morte da autora. Para o sobrinho Raymond West, que subestima a inteligência da tia, Miss Marple vive repetindo que “assassinatos são fáceis de serem resolvidos: é só saber procurar o culpado no lugar certo”

    3. Inspetor Clouseau
    Inspetor Clouseau

    Confuso, distraído e atrapalhado, o francês Jacques Clouseau é tudo o que não se espera de um detetive. Para piorar, ele ainda é adepto dos disfarces mais esdrúxulos, como bigodes enormes, perucas falsas e narizes postiços. As desventuras do Inspetor Clouseau no cinema tiveram início em 1963, com A Pantera Cor-de-Rosa, com direção de Blake Edwards e trilha sonora de Henri Mancini. Ao todo, Clouseau protagonizou oito filmes – cinco deles com o ator e comediante Peter Sellers no papel principal

    2. Hercule Poirot
    Hercule Poirot

    A inspiração de Agatha Christie para criar o investigador veio dos refugiados belgas que conheceu durante a 1ª Guerra Mundial. O primeiro dos 33 romances (e 54 contos) de Poirot, O Misterioso Caso de Styles, foi publicado em 1921. E o último, Cai o Pano, em 1975. No dia 6 de agosto daquele ano, o anúncio da morte de Poirot mereceu obituário na primeira página do jornal The New York Times. Em sua autobiografia, Agatha Christie explica que só matou Poirot porque não queria que ninguém mais escrevesse sobre ele depois que ela própria morresse

    1. Sherlock Holmes
    Sherlock Holmes

    A inspiração para criar o famoso detetive surgiu na Universidade de Edimburgo, na Escócia. Foi lá que, em 1876, o então estudante de Medicina Arthur Conan Doyle fez amizade com o professor Joseph Bell, capaz dos mais surpreendentes diagnósticos. Só de observar o paciente, já conseguia dizer, em poucos minutos, o que ele sentia, como vivia etc. “Muitos veem, mas poucos observam”, repetia a seus alunos. Doyle criou também o mais famoso “sidekick” da literatura policial: o Dr. John H. Watson. Em 2011, Holmes entrou para o Guinness Book como o personagem literário mais retratado no cinema: ao longo de 211 filmes, foi interpretado por 75 atores, como Christopher Lee, Roger Moore e Robert Downey Jr.

    FONTES Almanaque dos Seriados, de Paulo Gustavo Pereira; Autobiografia, de Agatha Christie; Ed Mort – Todas as Histórias, de Luís Fernando Veríssimo; Os 100 Melhores Contos de Crime e Mistério da Literatura Universal, organizado por Flávio Moreira da Costa, e Sherlock Holmes – Edição Definitiva, de Arthur Conan Doyle

Leave a Reply



Central de Cursos do Brasil