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Notícias sobre este desaparecido:
Poucos dias depois de
receber da Polícia Civil a notícia de que o filho Pedro Augusto está morto,
a socióloga Cléia Maria desabafa sua angústia
ANDRÉA SILVA
A espera de mais de um ano por notícias do
paradeiro de Pedro Augusto Santos Prates Beltrão, desaparecido nas ruas do
centro de Belo Horizonte, não teve um final feliz. Cinco dias depois de
receber a confirmação sobre a morte do filho, a socióloga Cléia Maria da
Conceição Santos, 43, falou sobre essa triste experiência vivenciada nos
últimos meses. A entrevista foi concedida no saguão do prédio, onde Cléia
mora com o marido, o pesquisador Benoni Prates Beltrão, 45, e os outros
dois filhos, Júlia, 8, e Daniel, 11. Embora o resultado do exame de DNA,
recebido no último dia 14 (um ano, um mês e seis dias após o
desaparecimento), tenha confirmado a morte de Pedro Augusto, a socióloga
fala do filho no presente. “Minha dor hoje é muito maior que durante um ano
de procura. Antes eu tinha esperança, agora me restou apenas o sofrimento”,
declara emocionada. Para Cléia, o pior momento nesse um ano de busca foi
justamente o resultado positivo do laudo do Instituto de Criminalística, da
Polícia Civil. No exame, os peritos confrontaram material de fragmentos da
ossada encontrada no dia 17 de agosto na mata do Camargos, bairro
Califórnia, região Oeste da capital, com material genético dos pais. O
laudo constatou que os ossos eram mesmo de Pedro Augusto. Mas a família vai
repetir o exame para que não fique qualquer dúvida. No dia da confirmação,
o pai estava em Goiânia a trabalho, quando a delegada Cristina Coelli, da
Divisão de Referência de Pessoas Desaparecidas, ligou informando que eles
precisavam se encontrar para conversar sobre o resultado do DNA. Nesse
momento, Cléia teve a certeza de que a notícia que iria receber seria a
única que ela não queria ouvir: a de que o filho estava morto. Leia a
seguir, trechos da entrevista.
Quando você e o
seu marido foram informados sobre o encontro da ossada no Califórnia?
Engraçado, quando essa ossada foi encontrada, eu li no jornal. Mas a
matéria não informava se era de criança ou adulto. Era apenas uma nota
pequena. Eu até comentei com o Benoni, mas não demos muita importância.
Passada uma semana, fomos até a delegacia e a delegada nos informou que a
ossada era de um pré-adolescente e que ela iria pedir um confronto no banco
de DNA, que havíamos doado emmarço. A partir dessa informação, já ficamos
apreensivos. Foi uma angústia muito grande.
A delegada
entregou o resultado do laudo do exame de DNA pessoalmente?
Não teve entrega do laudo no dia. A informação foi verbal. A notícia de que
o exame tinha dado positivo, como sendo do Pedro, vazou na imprensa.
Preocupada, a delegada me ligou, dizendo que estava vindo para minha casa.
Foi horrível.
Como você
recebeu a notícia?
Estávamos bastante apreensivos. Já havíamos ligado para a delegada. O
Benoni ia viajar para Goiânia, que é mais longe, e ficaria uns cinco dias
fora. Já tinham se passado uns 20 dias desde o encontro da ossada e ainda
nenhuma informação. Eu estava indo trabalhar, quando a Cristina me ligou,
dizendo que estava vindo para cá. Ela disse que não queria me passar a notícia
dessa forma, mas como a informação já tinha sido divulgada na rádio, ela
não encontrou outra maneira.
O que passou
pela sua cabeça?
Lógico que nesse momento já imaginei o pior. Nós já estávamos aguardando. É
claro, como qualquer mãe, a gente espera que não seja. Embora a gente saiba
que um ano é muita coisa, o resultado poderia ser positivo ou negativo. Mas
o choque é muito grande. É uma dificuldade enorme para assimilar essa
notícia. Para piorar, o Benoni não estava aqui.
Após a divulgação da notícia no rádio, as pessoas começaram a te
procurar?
Tinha uma amiga comigo. Ela me ajudou bastante. Os outros amigos e parentes
já começaram a chegar. A minha maior preocupação era com meus outros
filhos. Fiquei com medo de alguém passar alguma coisa pelo telefone. Embora
eu já tinha combinado com eles, de que qualquer notícia sobre o Pedro, a
verdade viria de mim e do Benoni, mas fiquei bastante apreensiva.
Você já falou com seus filhos sobre a confirmação da ossada?
Depois que o Benoni chegou, contamos para as crianças. A Júlia (8 anos)
ainda é muito nova. Para ela ir assimilando a história sem muito trauma,
nós tomamos todo o cuidado. Dissemos que vamos repetir o exame, que pode
ser que confirme. Já para o Daniel (11 anos), nós fomos mais diretos,
apesar de sentir que ele também tem a esperança de um resultado diferente.
Como eles agiram em relação à ausência do irmão?
Antes era como se o Pedro fosse chegar a qualquer momento. Por exemplo, o
Pedro gostava muito do Bob Esponja. Aí saiu um kit do Bob Esponja, a Júlia
ficou doida. Ela me mostrou e disse que, quando o Pedro voltasse, se ainda
tivesse o kit, nós iríamos comprar para ele. Para os dois, o retorno do
irmão era certo.
Depois da notícia sobre o resultado do exame, você percebeu alguma
mudança neles?
Sim. Eles ficaram mais abatidos. Eu creio que a esperança deles ainda não
morreu, mas senti que mudou alguma coisa sim. Mesmo porque, nós falamos a
verdade.
Vocês faziam acompanhamento constante na divisão de desaparecidos…
Nós ainda fazemos o acompanhamento. Toda semana, buscamos informação. Antes
era atrás de alguma notícia do paradeiro do Pedro. Termina uma fase, mas
começa outra. Agora, chegamos na segunda etapa: acompanhar as investigações
e cobrar das autoridades justiça. Queremos que os culpados paguem pelo que
fizeram com nosso filho.
Você acredita que seu filho tenha sido vítima de um ritual macabro?
Eu não quero nunca ligar meu filho a esse assunto. O Pedro é um menino
muito bacana. Alto astral, alegre, divertido, companheiro. Pode até ser uma
defesa minha. Mas, quando eu acompanhei o depoimento do filho do policial,
as crianças relatavam que a criança envolvida no ritual era de pele escura.
O Pedro tem o cabelo escuro, mas é bem clarinho.
Vocês se perguntam sobre a pessoa que pegou o Pedro?
Sim. Eu acredito que tenha sido um monstro, que aproveitou da inocência do
meu filho. Algum pedófilo. Já pensamos muito nisso. Ele deve ter sido
iludido por uma pessoa de um bom papo. Só de imaginarmos, isso dói muito.
Como é o comportamento do seu marido nesse assunto?
Ele sofre bastante, mas não consegue desabafar. Ele fica muito apreensivo.
Depois que chegou o exame, ele ficou muito angustiado. Há momentos em que
ele desaba, mas, na maior parte das vezes, acho que para não me ver mais
triste, ele guarda tudo para ele.
Nesse um ano, como as pessoas tentavam apoiar vocês?
Os amigos e a família sempre estão procurando nos amparar. Quando nós
recebemos a notícia, todos queriam estar com a gente. Alguns acham que agora
que a procura acabou é melhor. Mas não é assim que penso. Para mim, seria
melhor viver com a esperança de um dia eu poder encontrar meu filho, e não
receber uma notícia dessa. Pode ser que com o tempo eu fique mais
conformada. Mas a minha dor hoje é muito maior que a dor desse um ano de
procura. Antes eu tinha esperança, agora me restou apenas o sofrimento.
O que você conversou com seu filho pela última vez?
Ele me ligou pedindo para ir à papelaria comprar uma caixa de lápis de cor.
Concordei e disse a ele para não demorar. A última coisa que ouvi meu filho
dizer pelo telefone foi: “Eu te amo” (contou em lágrimas). Não só eu, mas o
mundo perdeu uma pessoa muito especial.
Você perdeu a esperança em algum momento?
Até o dia em que eu recebi a notícia de que o exame de DNA deu positivo, eu
ainda acreditava na possibilidade de rever meu filho com vida. Não sei onde
fui arrumar força para viver isso tudo. Já enfrentamos coisas que jamais
imaginávamos ter que enfrentar um dia, idas à delegacia, ao IML. Fomos
vítimas de uma tentativa de extorsão, acompanhamos depoimentos de crianças
dizendo que meu filho foi vítima de policiais, pessoas que deveriam cuidar
de nossa segurança.
Você viu o retrato falado do homem que supostamente foi visto com o
Pedro?
Nós vimos o retrato falado e não o reconhecemos. A Polícia Civil está
investigando e eu prefiro deixar esse assunto nas mãos dos investigadores.
Como você acha que o serviço da segurança pública deveria atuar?
O número de policiais na rua deveria ser maior. Se nesse trajeto do prédio
até a papelaria tivessem câmeras de segurança ou mais policiais, eu acho
que quem levou o Pedro iria pensar duas vezes. Depois do Pedro, já tiveram
outras crianças. É um fato que está acontecendo o tempo todo. Estão levando
nossas crianças para que? É o mesmo, são outros? As autoridades têm que
fazer isso parar.
O trabalho realizado pela Divisão de Referência
de Pessoas Desaparecidas foi satisfatório?
A delegada Cristina e a equipe dela se empenharam ao máximo. Mas a equipe é
bem reduzida. Nesse tipo de investigação, acredito que todos deveriam ser
envolvidos: Corpo de Bombeiros, as polícias Militar e Civil e até a Guarda
Municipal. Sumiu alguém? Mobiliza um número grande de homens para acuar os
responsáveis. É só uma pessoa? Mas é uma vida! Se nada for mudado, outros
Pedro, Douglas e Daniel continuarão desaparecidos.
Para obter mais
informações sobre as pessoas desaparecidas, o governo de Minas criou o site
www.desaparecidos.gov.br. Segue abaixo ainda a relação das crianças desaparecidas
na região metropolitana de Belo Horizonte no ano de 2006:
Ana Paula de Souza Rhis
Idade: 14 anos
Desaparecimento: 16/09/2006
Onde: Belo Horizonte
Beatriz Alves Costa
Idade: 4 anos
Desaparecimento: 20/04/2006
Onde: Belo Horizonte
Carlos Antônio Lages dos Santos
Idade: 8 anos
Desaparecimento: 27/08/2006
Onde: Belo Horizonte
Crisbele Penido Palhares
Idade: 13 anos
Desaparecimento: 07/08/2006
Onde: Belo Horizonte
Cristina da Luz Ferreira
Idade: 13 anos
Desaparecimento: 07/08/2006
Onde: Sabará
Diego Alexandre Bispo
Idade: 5 anos
Desaparecimento: 01/09/2006
Onde: Belo Horizonte
(7) - Mar
Douglas Freitas Ferreira
Idade: 13 anos
Desaparecimento: 04/03/2006
Onde: Belo Horizonte
Edna Porto Santos Vieira
Idade: 14 anos
Desaparecimento: 03/07/2006
Onde: Belo Horizonte
Ezequiel Fagner de Oliveira
Idade: 11 anos
Desaparecimento: 08/08/2006
Onde: Contagem
Fernanda Santos Vieira
Idade: 11 anos
Desaparecimento: 23/05/2006
Onde: Belo Horizonte
Fernando Gonçalves Barbosa
Idade: 13 anos
Desaparecimento: 18/09/2006
Onde: Ribeirão das Neves
Hudson da Silva Barbosa
Idade: 10 anos
Desaparecimento: 16/08/2006
Onde: Belo Horizonte
Ingred Natacha Rosa da Silva
Idade: 13 anos
Desaparecimento: 26/08/2006
Onde: Belo Horizonte
Jessica Fabiana Neves Souza
Idade: 14 anos
Desaparecimento: 11/03/2006
Onde: Belo Horizonte
Jones Ferreira dos Santos
Idade: 13 anos
Desaparecimento: 02/06/2006
Onde: Belo Horizonte
Josué Matias Alves Moreira
Idade: 12 anos
Desaparecimento: 14/08/2006
Onde: Belo Horizonte
Kecia Bruna Machado
Idade: 13 anos
Desaparecimento: 18/08/2006
Onde: Contagem
Kelvin Breno Teodoro Gomes
Idade: 12 anos
Desaparecimento: 28/08/2006
Onde: Belo Horizonte
Naiara Lopes Correa
Idade: 13 anos
Desaparecimento: 03/09/2006
Onde: Belo Horizonte
Naiara Lopes Correa
Idade: 13 anos
Desaparecimento: 05/04/2006
Onde: Sabará
Paulo henrique Santos Oliveira
Idade: 12 anos
Desaparecimento: 06/01/2006
Onde: Vespasiano
Pedro Augusto Santos Prates Beltrão
Idade: 11 anos
Desaparecimento: 08/08/2006
Onde: Belo Horizonte
Pedro Francisco da Rocha
Idade: 3 meses
Desaparecimento: 26/06/2006
Onde: Belo Horizonte
Thaís Pereira da Silva
Idade: 13 anos
Desaparecimento: 10/09/2006
Onde: Belo Horizonte
Vinícius de Oliveira
Idade: 13 anos
Desaparecimento: 18/05/2006
Onde: Vespasiano
Wendel Bruno Rodrigues da Silva Marques
Idade: 13 anos
Desaparecimento: 28/08/2006
Onde: Belo Horizonte
Assessoria de Comunicação Institucional
TJMG – Unidade Goiás
Tel: (31) 3237-655
Quarta-feira, 23 de Maio de 2007, 00h01
Policiais negam
participação no sumiço de Pedro Augusto
ANDRÉA SILVA.
Dois dos três policiais acusados de envolvimento em orgias sexuais
e ritual macabro, investigados como responsáveis pelo desaparecimento do
garoto Pedro Augusto Santos Prates Beltrão, 12, em agosto de 2006,
estiveram ontem na Assembléia Legislativa para prestar novos
esclarecimentos sobre a denúncia.
O agente de Polícia Civil e um policial militar,
acompanhados do advogado, foram ouvidos por representantes das comissões de
Segurança Pública e Direitos Humanos.
O delegado Wagner Pinto, titular da Divisão de Crimes contra
a Vida, e a delegada Cristina Coelli, da Delegacia de Pessoas
Desaparecidas, acompanharam a fala dos dois policiais.
O depoimento foi fechado para a imprensa. Mas, segundo o
presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Durval Ângelo (PT), os
dois negaram qualquer participação no desaparecimento do garoto.
As primeiras denúncias de um possível envolvimento de três
policiais ? um detetive e dois PMs, todos irmãos ? com o sumiço de Pedro
Augusto surgiram há cerca de seis meses.
A ex-mulher do detetive procurou o Ministério Público
Estadual (MPE), afirmando que o ex-marido obrigava os dois filhos do casal,
um de 11 e outro de 12 anos, a participar de orgias sexuais, abusando
sexualmente deles e de outros meninos.
Na acusação, a mulher afirmou que uma das crianças seria o
Pedro, e que o mesmo, após ter sido violentado sexualmente, teve o coração
arrancado em ritual de magia negra. O deputado Durval Ângelo disse ontem
que até o momento nada foi esclarecido.
Ontem, depois de negar envolvimento no crime, os dois
acusados preferiram se pronunciar somente em juízo sobre outras questões.
?Infelizmente, não conseguimos avançar nesse caso. Até que
se prove o contrário, prefiro acreditar que os policiais são inocentes,
porque a história é muito chocante?, disse o parlamentar. Segundo ele, um
dos acusados afirmou que a denunciante é portadora de problemas
psiquiátricos.
Advogado critica investigação do MP
Para o advogado de defesa Écio Quaresma Firpe, tanto a
Assembléia Legislativa quanto o Ministério Público Estadual não são
qualificados nem têm competência legal, judicial ou mesmo processual para
investigar o suposto crime. Conforme Quaresma, cabe apenas à Polícia
Judiciária ficar à frente do caso.
O advogado também disse ontem que as denúncias surgiram após
o processo de separação conjugal de um dos policiais, iniciado no ano
passado, depois de um parecer de uma assistente social e de uma psicóloga
da Vara da Família.
Por esse parecer, conforme informou o advogado, seria
interessante o menino mais velho ficar com o pai e o mais novo com a mãe.
Na declaração da mulher ao Ministério Público, ela disse que
ficou desconfiada da mudança do comportamento dos filhos e depois de
insistir com os meninos, eles teriam revelado os abusos sexuais e o crime
contra o Pedro Augusto, que teria sido reconhecido em uma das fotografias
divulgadas pela campanha Volta, do governo estadual. Fonte Jornal o tempo
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Os familiares e amigos de Pedro Augusto Santos Prates
Beltrão, 11, desaparecido há seis dias, lutam para conseguir informações
sobre o garoto. Eles estão distribuindo cartazes no centro de Belo
Horizonte com fotos do menino, já criaram a comunidade ?Ajudem achar o
Pedro? no Orkut e até fizeram um apelo em uma rádio comunitária no bairro
Serra.
Pedro está desaparecido desde a última terça-feira, quando
foi comprar lápis de cor em uma papelaria próxima à casa dele, na avenida
João Pinheiro, no centro da capital.
Os pais do menino, o pesquisador Bemoni Prates Beltrão, 45,
e a socióloga Cléia Maria da Conceição Santos, 42, estão em estado de
choque e, segundo familiares, não têm condições de conversar sobre o
assunto.
Apenas o tio do garoto, o agrônomo Alexandre Prates Beltrão,
42, que veio de Brasília para ajudar a encontrar o sobrinho, está falando
sobre o caso. Ele contou que Pedro saiu de casa na terça-feira, por volta
das 15h30, com R$ 5 para ir até a papelaria.
Segundo Alexandre Beltrão, o menino chegou a fazer a compra,
em torno de R$ 3, e, depois, não foi mais visto por ninguém. ?O meu irmão
levou uma foto dele na loja e a vendedora o reconheceu. Estamos
desesperados, pois essa é uma situação muito trágica para a família e
completamente inesperada?, disse.
De acordo com o agrônomo, Pedro tinha costume de andar
sozinho na região para ir à padaria e também à banca de revista comprar figurinhas.
O garoto é o mais velho de três irmãos. Os outros dois, um menino e uma
menina, têm respectivamente 10 e 8 anos.
Alexandre Beltrão disse que a polícia não descartou nenhuma
possibilidade para o desaparecimento do sobrinho dele.
A delegada chefe da Divisão de Referência da Pessoa
Desaparecida, Cristina Coelli Cicarelli, não passou detalhes sobre as
investigações.
Segundo a polícia, a campanha Volta, em vigor desde junho
deste ano, já conseguiu localizar 68 das 1.011 pessoas cadastradas em situação
de desaparecimento na capital.
Quem tiver informações sobre o possível
paradeiro de Pedro Augusto, deve ligar para a Divisão de Referência da
Pessoa Desaparecida no telefone (31) 3429-6010 ou 0800 28 197.
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É impressionantes o número assustador de
crianças desaparecidas na Região de BH e adjacências!
Será q são PEDÓFILOS agindo em Belo Horizonte e em outras cidades que estão
"sumindo" com estas crianças "desaparecidas"?
(pode parecer redundância, mas é a pura verdade!)
Ou será que há a possibilidade de ser alguma "gang" de tráfico de
órgãos?
Onde está a PF diante de tantos sites de PORNOGRAFIA INFATO-JUVENIL?
É muito triste e revoltante tudo isto!
* Gostaria de poder contar com a ajuda de todos nesta busca, DIVULGANDO
ESTA MENSAGEM,
, ou o que julgar necessário para podermos encontrar esta criança!
* PEDRO AUGUSTO DOS SANTOS PRATES
BELTRÃO, de 12 anos,
nasceu em 30/09/1994
e desapareceu em 08/08/2006 no centro de BH,
próximo à sua casa, quando câmeras o viram comprar lápis de cor.
Ele estava com uniforme da escola e minutos depois da compra
foi visto com dois homens na Praça Raul Soares, região Central de BH.
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